Economia & Mercado

Quanto o baiano ganha? Bahia está entre os estados onde trabalhadores ganham menos, aponta IBGE

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Bahia aparece entre os cinco estados com rendimento médio mensal inferior a R$ 2,6 mil no segundo trimestre de 2026  |   Bnews - Divulgação Unsplash / Ilustrativa
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 26/08/2026, às 06h12 - Atualizado às 06h18



A Bahia registrou rendimento médio mensal do trabalho de R$ 2.563 no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O valor coloca o estado entre os cinco com menor renda média do país no período, à frente apenas de Maranhão, Piauí e Alagoas entre os estados com os menores resultados. Os dados foram organizados pela Folha de São Paulo.

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Bahia fica abaixo da média nacional

Entre abril e junho, a renda média do trabalho no Brasil foi de R$ 3.738 por mês. O indicador ficou 1,5% abaixo do recorde da série histórica, registrado nos três meses anteriores, quando alcançou R$ 3.795.

Na Bahia, o rendimento médio de R$ 2.563 ficou abaixo também dos valores registrados por outros estados do Nordeste. O Piauí apresentou R$ 2.547, enquanto Alagoas chegou a R$ 2.578.

O Maranhão teve a menor renda média entre as unidades da Federação, com R$ 2.284. Na sequência apareceram Piauí, Bahia, Alagoas e Pará, todos com valores inferiores a R$ 2.600.

Norte e Nordeste concentram menores rendimentos

De acordo com a série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012, o rendimento do trabalho apresenta trajetória de recuperação nos últimos anos, mas as diferenças regionais permanecem.

Para analistas, o menor dinamismo econômico observado durante décadas no Norte e no Nordeste é um dos fatores associados aos rendimentos mais baixos nessas regiões.

"O mercado de trabalho do Norte e do Nordeste é muito informal. Isso joga a renda para baixo", diz o economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence, ao jornal.

"Se você pegar um mercado que tem mais indústria, que tem mais infraestrutura, vai ver essa renda mais para cima", acrescenta.

Distrito Federal lidera ranking

O Distrito Federal registrou a maior renda média do trabalho no segundo trimestre de 2026, com R$ 6.171 por mês. São Paulo apareceu na segunda posição, com R$ 4.447.

O Distrito Federal tradicionalmente lidera o ranking das unidades da Federação. Segundo o pesquisador Fernando de Holanda Barbosa Filho, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), ouvido pelo jornal, a presença de carreiras de Estado com salários elevados ajuda a explicar o resultado.

"O Distrito Federal historicamente tem um nível salarial muito alto porque as carreiras de Estado que pagam mais estão lá", diz Barbosa Filho.

Em São Paulo, o rendimento de R$ 4.447 foi o quarto maior da série histórica do estado. O valor ficou atrás dos registrados no primeiro trimestre de 2026, de R$ 4.457; no quarto trimestre de 2025, de R$ 4.466; e no segundo trimestre de 2015, de R$ 4.487.

Renda avançou em estados desde 2012

Na comparação entre o segundo trimestre de 2026 e o primeiro trimestre de 2012, Paraíba, Rondônia e Piauí apresentaram as maiores altas proporcionais da série histórica, com avanços de 40,7%, 38,2% e 33,6%, respectivamente.

O Amazonas foi a única unidade da Federação com queda no período, de 4,9%. A renda média no estado ficou em R$ 2.771 no segundo trimestre de 2026, abaixo dos R$ 2.914 registrados no início da série histórica, nos três primeiros meses de 2012.

Os dados consideram o rendimento habitualmente recebido em todos os trabalhos, em valores reais, ajustados pela inflação. A média é calculada a partir dos recursos obtidos pelo trabalho e do número de profissionais ocupados.

Florianópolis tem maior renda entre capitais

As diferenças também aparecem entre as capitais brasileiras. Florianópolis registrou a maior renda média do trabalho no segundo trimestre de 2026, com R$ 6.962.

Porto Alegre, com R$ 6.660, e Curitiba, com R$ 6.347, vieram na sequência. Maceió apresentou o menor rendimento entre as capitais, com R$ 3.276. Manaus, com R$ 3.281, e São Luís, com R$ 3.291, também ficaram abaixo de R$ 3.300.

Classificação Indicativa: Livre

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