Economia & Mercado
Os portos da Bahia têm desempenhado papel estratégico na consolidação da Economia do Mar como um dos pilares do desenvolvimento do estado. Com recordes de movimentação em 2024 e novos investimentos em infraestrutura, tecnologia e sustentabilidade, a gestão portuária se projeta como um dos elementos centrais para o crescimento econômico e a integração logística regional.
Em entrevista ao projeto Semana Azul BNews - Economia do Mar, o diretor-presidente da Autoridade Portuária da Bahia (Codeba), Antonio Gobbo, destacou que os avanços são resultado de uma política de gestão baseada em planejamento, revisão de processos e valorização das equipes.
“Conseguimos, em 2024, performar os melhores resultados da história da companhia. Também firmamos parcerias estratégicas e avançamos em projetos como o arrendamento de áreas em Aratu e Salvador e a reativação do moinho em Ilhéus, após quase duas décadas de inatividade”, afirmou.
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A projeção para os próximos anos envolve cerca de R$800 milhões em investimentos públicos, voltados para a transformação digital, sistemas de segurança, dragagens, requalificação de infraestrutura e capacitação técnica. Além disso, já foram anunciados R$1,5 bilhão em aportes privados na Baía de Todos-os-Santos.
“Essas ações aumentam a competitividade dos portos baianos e beneficiam tanto os terminais públicos quanto os privados”, destacou Gobbo.
Outro ponto de destaque é a integração da gestão portuária com grandes projetos de infraestrutura, como a ponte Salvador-Itaparica, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e o Porto Sul. A Codeba também recebeu a delegação da Hidrovia do São Francisco, considerada pelo gestor não apenas um projeto logístico, mas também um dos maiores potenciais socioambientais do país.
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Se de um lado a infraestrutura garante eficiência e atratividade, do outro a preservação ambiental é vista como indispensável para a sustentabilidade da Economia do Mar.
Ao Semana Azul BNews, Ivan Euler, titular da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), destaca a importância da chamada Amazônia Azul.
“A preservação do mar garante equilíbrio ecológico, segurança alimentar e geração de empregos sustentáveis. Em Salvador, temos o Parque Marinho da Barra como exemplo de conservação e educação ambiental”, afirmou.
Euler também ressalta ainda a relevância da Semana Azul, realizada em setembro, como instrumento de mobilização social. A programação envolve mutirões de limpeza, palestras e atividades educativas, estimulando mudanças de comportamento.
“É uma oportunidade para reaproximar o cidadão do mar, não apenas como espaço de lazer, mas como um bem comum que precisa ser cuidado todos os dias”, avaliou.
Entre os principais desafios, o secretário cita o descarte irregular de resíduos no litoral, prática que compromete ecossistemas marinhos e exige fiscalização, campanhas educativas e engajamento da população.
“Como capital da Amazônia Azul, Salvador tem a responsabilidade de fortalecer o sentimento de pertencimento da população com o mar”, completou.
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