Economia & Mercado
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 25/05/2026, às 15h56
Uma das marcas mais tradicionais do mercado de tecidos e produtos de costura vai desaparecer por completo. Após travar uma batalha jurídica e financeira para tentar se reestruturar, a gigante varejista Joann teve sua falência decretada e confirmou o encerramento total de suas atividades.
O colapso da rede, que acumulava 82 anos de mercado americano, vai culminar no fechamento definitivo de centenas de filiais físicas e na desativação completa de sua plataforma de comércio eletrônico.
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A derrocada final foi selada depois que o GA Group, empresa de serviços financeiros, assumiu as rédeas do negócio logo após o pedido de recuperação judicial da companhia, aberto em janeiro. Fundada originalmente como “Jo-Ann Fabrics”, a marca passou por uma reformulação visual em 2018, encurtando o nome para “Joann” em uma estratégia para tentar atrair novos públicos e ir além do nicho de tecidos.
A mudança, contudo, não foi suficiente para estancar os prejuízos operacionais e o afastamento contínuo dos consumidores.
O plano de liquidação geral começou a desenhar o fim da rede em março, quando o grupo controlador colocou à venda os ativos de todas as 790 lojas da empresa. O processo de desmonte foi acelerado por determinação judicial, já que o maior lance no leilão de falência apontou que a liquidação total era a única saída economicamente viável.
Em uma primeira etapa, 255 unidades tiveram as atividades encerradas, seguidas pelas últimas 500 filiais que operavam no país.
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Liquidação
O anúncio do fechamento provocou um verdadeiro alvoroço nas redes sociais. A promessa inicial de abatimentos na casa dos 40% transformou-se em uma corrida de clientes aos estabelecimentos remanescentes, que relataram produtos remarcados com até 90% de desconto nas prateleiras em decorrência do esvaziamento iminente dos estoques.
O diretor executivo interino da Joann, Michael Prendergast, justificou a quebra apontando para a combinação de um cenário macroeconômico severo com erros internos de gestão. O avanço da inflação encolheu o poder de compra da população, gerando uma queda contínua no volume de vendas do setor. Para complicar o quadro, a empresa sofreu um apagão logístico classificado pela diretoria como uma crise de estoque "inesperada".
No início do ano, a expectativa da cúpula da Joann era fechar apenas os pontos de venda deficitários para tentar manter a marca viva nas mãos de um novo investidor.
Com o martelo batido para a extinção da grife, o cronograma burocrático fixou para o mês de abril o leilão de todos os 790 contratos de locação imobiliária da rede, além de seus cinco centros de distribuição.
Na internet, o site oficial da Joann interrompeu as vendas de forma abrupta. Em sua página inicial, a empresa publicou um comunicado oficial orientando sua antiga base de clientes a redobrar a atenção para não cair em golpes financeiros aplicados por páginas falsas que utilizam o nome da varejista de forma fraudulenta.
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