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Saiba como usar sua inteligência emocional para aproveitar bem o 13º salário

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Economista dá dicas sobre como aplicar inteligência emocional para ajustar impulsos de consumo  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 18/12/2024, às 12h55 - Atualizado às 12h59



O 13º salário é muito mais que um simples extra no fim do ano: ele representa uma oportunidade de melhorar a vida financeira, investir no futuro e realizar sonhos. Ele é um benefício trabalhista instituído pela Lei nº 4.090, de 13 de julho de 1962, que garante aos trabalhadores formais o pagamento de um salário adicional ao final de cada ano. Ele é um direito concedido a todos os empregados contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), incluindo trabalhadores urbanos, rurais, domésticos e avulsos.

Por ser um benefício e um direito, aproveitá-lo exige mais do que cálculo e planejamento — é preciso autoconhecimento e equilíbrio emocional para fazer escolhas conscientes, equilibrando desejos imediatos e necessidades de longo prazo.

“A inteligência emocional permite reconhecer impulsos, ajustar comportamentos e fazer escolhas que reflitam suas prioridades e objetivos. Quando você une emoção e razão, seu dinheiro se torna uma ferramenta poderosa para construir um futuro mais estável e satisfatório”, segundo Rodrigo Rocha, professor de graduação e pós-graduação na Universidade Tiradentes (Unit).

Veja a seguir dicas que o especialista dá sobre como usar a inteligência emocional para aproveitar ao máximo seu 13º salário.

Reconheça suas emoções em relação ao dinheiro

O dinheiro pode estar associado a sentimentos como ansiedade, euforia ou culpa. Antes de decidir como usar o 13º, reflita sobre o que ele significa para você e como essas emoções influenciam suas escolhas.

Identifique seus gatilhos de consumo

Tente reconhecer as situações que lhe levam a gastos impulsivos, como promoções irresistíveis ou pressões sociais. Saber quando você é mais vulnerável ao consumo é o primeiro passo para evitar excessos.

Estabeleça prioridades financeiras

Pense no que é realmente importante para você e sua família. Quitar dívidas, poupar para emergências ou investir no futuro devem estar no topo da lista antes de gastar em desejos imediatos.

Equilibre razão e emoção

É natural querer celebrar o fim de ano, mas use a inteligência emocional para equilibrar os gastos em lazer com as obrigações financeiras. Permita-se celebrar sem comprometer seu orçamento. 

Cultive a paciência

A inteligência emocional inclui adiar recompensas imediatas em prol de objetivos maiores. Considere usar o 13º para começar um investimento ou poupar para um sonho de longo prazo, como uma viagem ou um curso.

Evite a comparação social

A pressão para gastar mais em festas, presentes ou bens materiais muitas vezes vem da comparação com outras pessoas. Foque no que faz sentido para sua realidade financeira e no que traz verdadeira satisfação.

Crie um plano consciente para o dinheiro

Antes de receber o 13º, faça um planejamento detalhado de como utilizá-lo. Divida o valor entre categorias como quitação de dívidas, poupança e lazer. Essa abordagem reduz decisões impulsivas.

Recompense-se de forma moderada

Permitir-se pequenos prazeres com parte do 13º é importante para manter o equilíbrio emocional. O segredo está em gastar de forma controlada e alinhada às suas prioridades.

Resista à pressão de gastar tudo

O marketing de fim de ano pode levar você a pensar que precisa gastar todo o seu 13º. Use a inteligência emocional para pausar e perguntar: "Essa compra é necessária? Como ela impacta meus objetivos?"

Desenvolva autocontrole financeiro

A inteligência emocional ajuda a construir disciplina. Use ferramentas como listas de compras ou metas de poupança para manter o foco no que é importante.

“O 13º salário é uma oportunidade para transformar sua relação com o dinheiro. Ao reconhecer impulsos e alinhar seus desejos e necessidades à inteligência financeira para planejar e investir, você garante que essa renda adicional traga resultados positivos no curto e longo prazo. Planeje, priorize e aproveite com consciência”, conclui o professor e economista Rodrigo Rocha.

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