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Saiba o que movimentou o mercado financeiro em 2024

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Alta da Selic, níveis recordes do câmbio e curva de juros elevadas movimentaram o cenário financeiro  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik

Publicado em 26/12/2024, às 09h37 - Atualizado às 10h38   Publicado por Vagner Ferreira



O Mercado Financeiro foi marcado em 2024 por oscilações que, por muitas vezes, geraram incertezas nos investidores, como a alta da Selic, níveis recordes do câmbio e curva de juros elevadas. Ainda, de acordo com o portal InfoMoney, o ano contou contou com mudanças na regulação, além de avanços em pleitos antigos

Saiba o que movimentou o cenário fiscal em 2024: 

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O ano começou com o corte de alta da Selic em curso. A taxa de juros teve crescimento anual de 10,50% para 12,25% em um período de seis meses. O sócio responsável pela área de wealth planning da Manchester Investimentos, Rodrigo Macarenco, avaliou o cenário de 2024 como exigente para as assessorias de investimentos. 

Houve uma migração massiva de recursos para a renda fixa, privilegiando os grandes bancos e seus títulos (CDB, LCI, LCA) atrelados ao CDI. Investimentos em renda variável, fundos multimercado e alternativos perderam espaço neste cenário”, contou ao InfoMoney. 

Já a head de produtos e alocação da HCI Invest, Luise Coutinho, acredita que os desafios acontecem desde 2020. Para ela, a renda fixa foi um dos meios com maiores relevâncias em 2024. “Não imaginávamos que 2024 seria novamente o ano em que a renda fixa seria o grande destaque, pois no início de 2024, as projeções indicavam que continuaríamos o ciclo de corte de juros, sendo favoráveis para outras classes de ativos”, afirmou na reportagem.

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Em pesquisa feita pela XP, a procura por renda variável caiu para o menor nível do ano devido às incertezas com a política fiscal do país, a queda do Ibovespa e a deterioração do cenário doméstico interno. 

Outro fator que marcou o mercado foi os altos índices de recuperações judiciais. O número teve mais do que o dobro do que foi registrado em 2023. O diretor de alocação da InvestSmart, André Meirelles, avaliou que esses fatores comprometem o cenário financeiro. 

“Os juros altos comprometem a saúde de empresas que estão alavancadas e não conseguem reestruturar suas dívidas. Por isso, durante o ano tivemos alguns eventos de crédito, principalmente entre os high yield (que são títulos de dívida com maior risco e, em geral, maiores taxas)”, disse na reportagem. 

“Nesses períodos a presença de um bom assessor de investimentos, que esteja acompanhando o mercado e notícias, é essencial para ajudar o cliente no momento de escolher ativos saudáveis e entender o risco de cada forma de aplicação”, acrescentou. 

Em novembro deste ano, as novas diretrizes previstas na resolução 179 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como da resolução da transparência, entraram em vigor. A norma exige ainda que os intermediários do mercado de valores mobiliários – ou seja, assessores, consultores, escritórios de investimentos e corretoras, por exemplo – deixem claro as informações sobre suas remunerações e seus interesses.

“As alterações buscam promover transparência para toda cadeia de distribuição e dotar os investidores de informações importantes para sua tomada de decisão e acompanhamento de seus investimentos, em especial em um cenário de acirrada competição”, explica Antonio Berwanger, superintendente de desenvolvimento de mercado da CVM, à Folha.

Já em dezembro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) incluiu o recurso da Associação Brasileira dos Assessores de Investimento (Abai) sobre o enquadramento dos profissionais no Simples Nacional. 

Segundo o recurso, “diferentemente das corretoras, que são instituições financeiras que têm como atividade a intermediação de operações em Bolsas de Valores, os agentes autônomos desenvolvem atividade intelectual que, basicamente, consiste na intermediação entre os clientes e as corretoras”.

“As corretoras detêm os produtos financeiros, cabendo aos agentes autônomos captar clientes e realizar a venda dos aludidos produtos”, continuou o texto, conforme o InfoMoney.

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