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Saiba quem é o dono da Outsider Tours preso em prédio de luxo e descubra sua ligação com a Bahia

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O empresário preso pela Polícia Civil de Santa Catarina possui um histórico com centenas de processos  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 08/01/2026, às 10h36 - Atualizado às 10h59



O empresário dono da Outsider Tours, Fernando Sampaio de Souza e Silva, 36 anos, preso na última terça-feira (6) pela Polícia Civil de Santa Catarina possui um histórico com centenas de processos e registros de ocorrência.

O homem foi alvo de prisão preventiva em um prédio de luxo em Balneário Camboriú. Sua prisão foi cumprida baseado no mandado expedido pela Justiça do Pará por conta de acusações de estelionato ligadas à venda de pacotes de viagens que nunca foram entregues para os clientes na forma contratada.

Um histórico de denúncias

O empresário que vivia no Rio de Janeiro ganhou destaque como proprietário da agência de turismo esportivo carioca, Outsider Tours, que prestava um serviço com oferecimento de pacotes e ingressos para grandes eventos esportivos, como jogos importantes de futebol e outras modalidades no Brasil e no mundo.

Os levantamentos judiciais apontam a existência de centenas de processos e registros de ocorrência em ao menos 21 estados, e no Distrito Federal, incluindo a Bahia, com reclamações que se estendem desde 2022 e outros relacionados à episódios anteriores. 

Em novembro do ano passado, foram mais de seiscentas ações e ocorrências, enquanto, em 2025, a Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou o empresário duas vezes pelo crime de estelionato.

Um grande caso que veio à tona foi em 2022, quando vários clientes não conseguiram embarcar após pagarem por um pacote que prometia o fretamento de aviões para levar torcedores do Flamengo à final da Libertadores em Guayaquil, no Equador.

As informações divulgadas pelo G1 e pela TV Globo, apontam um padrão de comportamento ligado à gestão de Fernando Sampaio, com a oferta de pacotes com valores abaixo do mercado, a entrega parcial de serviços para deslocar disputas à esfera cível e dificuldades recorrentes para localizar bens em nome do empresário após decisões judiciais favoráveis aos consumidores.

Investigadores também revelam o uso de CNPJs de terceiros e empresas ligadas a pessoas próximas para continuar recebendo pagamentos, o que teria dificultado bloqueios e ressarcimentos.

Caso na Bahia

Na 2ª Vara Cível e comercial de Salvador, uma ação de uma empresa de turismo da Bahia, a Sonhadora Empreendimentos Turísticos, no valor de R$ 3,6 milhões, aponta que a Outsider assumiu o compromisso de pagar o valor com uma primeira parcela de R$ 250 mil e outras 11 parcelas de R$ 305 mil, a partir de novembro de 2023.

Porém, após dois meses de não pagamento da Outsider, a empresa aumentou o valor da ação para R$ 5,9 milhões. Em junho do ano passado a companhia afirmou que mandou citação para que o proprietário da Outsider, Fernando Sampaio de Souza e Silva, recebesse a intimação.

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Foram enviadas cartas para endereços em São Paulo e no Rio, quando a defesa da empresa descobriu que a Outsider não funcionava mais no local indicado. Uma carta foi enviada para o endereço de Fernando na Barra da Tijuca.

Em entrevistas concedidas ao longo de 2025, Fernando Sampaio negou atuar de forma fraudulenta e disse estar empenhado em resolver os casos pendentes. De acordo com ele, mais de R$ 2 milhões já teriam sido reembolsados à clientes, o que, em sua avaliação, demonstraria “boa-fé” e intenção de regularizar as pendências.

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