Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 28/07/2025, às 08h52
O setor industrial brasileiro, por meio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ressaltou a falta de justificativa econômica/comercial para que os Estados Unidos aumentassem a taxação de 10% para 50% sobre produtos brasileiros. A medida está prevista para entrar em vigor na próxima sexta-feira (1) após ser anunciada pelo presidente americano, Donald Trump.
“Já nos manifestamos, realizamos diversas tratativas e reivindicamos a revogação e até mesmo a prorrogação por 90 dias do chamado ‘tarifaço’. Também pedimos que a recente “investigação” aberta pelos EUA seguisse o processo formal”, informou a Confederação, em nota divulgada no site.
“Queremos acreditar que tal situação não se deva única e exclusivamente a uma escalada de posições políticas e geopolíticas. O que, certamente, seria inaceitável para não só às relações comerciais, bem como para toda a sociedade brasileira e americana. É imperativo refletir sobre possíveis equívocos de natureza política/ideológica que tenham agravado a presente situação”, continuou.
A entidade defende que o Brasil deve priorizar interesses reais, visando o bem comum e a soberania nacional e enfatiza que o foco deve estar em ações que gerem benefícios concretos para a população. Ainda, sugere que os equívocos recentes sirvam como aprendizado para enfrentar desafios futuros, observando que outros países estão buscando acordos independentes das posições ideológicas e geopolíticas.
A CNI ressalta também a importância do Brasil em manter boas relações internacionais com os demais países e acredita que, ao esclarecer e desmistificar equívocos, o país "não vai comprometer a sua soberania".
“Devemos buscar não perder a razão e manter a nítida e clara postura de enfrentar os desafios de forma retilínea e com altivez de quem, efetivamente, quer o melhor para a sua sociedade. Mesmo tendo que enfrentar situações adversas e ou provocativas. Afinal, o equilíbrio e o bom senso sempre prevalecem”, comunicou, em nota.
O órgão ressaltou, ainda, que é contra qualquer escalonamento das discussões do comércio bilateral entre o Brasil e os EUA e está à disposição para que sejam feitos alinhamentos necessários para o processo de negociação, inclusive do atual processo da investigação da Seção 301 aberta pelos EUA.
“O Brasil é da nação brasileira, composta por todos brasileiros e suas instituições. Esperamos o consenso e o bom-senso para o desfecho desse equívoco que é taxação de 50% sobre as exportações brasileiras”, concluiu.
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