Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 20/06/2025, às 08h15 - Atualizado às 09h11
O Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa básica de juros em 0,25 p.p, na última quarta-feira (18), com o percentual chegando a 15% ao ano. O ajuste afetou diversos setores da economia, sobretudo a indústria, conforme noticiado pelo InfoMoney.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) disse, em nota, que a alta vai prejudicar a competitividade do setor no Brasil. “Não lidávamos com um patamar tão alto desde 2006. A irracionalidade dos juros e da carga tributária já está sufocando a capacidade dos setores produtivos, que já lidam com um cenário conturbado e possibilidade de aumento de juros e custo de captação de crédito”.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, ressaltou que os empresários já vêm sendo afetados, de acordo com dados da Confiança do Empresário Industrial (ICEI), que registrou pessimismo pelo sexto mês consecutivo. ”Nem mesmo durante a pandemia houve um período tão longo sem confiança. A última vez em que houve pessimismo prolongado no ICEI foi há cerca de dez anos, período de recessão econômica e de Selic em patamar muito elevado”, contou, segundo a reportagem.
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) também repudia a nova decisão do Copom. “Cada nova elevação da taxa de juros é um golpe adicional na capacidade de produção e de o país crescer de forma sustentável”, disse em nota, segundo a reportagem. “É imprescindível o avanço de uma agenda fiscal que reduza a rigidez orçamentária e abra espaço para o financiamento de investimentos e políticas públicas estratégicas”, continuou.
A Firjan afirmou que, sem flexibilidade fiscal, o Estado continuará limitado a administrar emergências e impossibilitado de projetar soluções estruturantes para o futuro. Alertou ainda que a medida compromete a estabilidade do Brasil, além de dificultar a redução sólida da taxa de juros.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também se posicionou contra o aumento. “A medida pode restringir ainda mais os investimentos produtivos, ampliar os custos de produção, reduzir a competitividade da indústria brasileira, e levar a impactos negativos sobre a geração de empregos e a renda das famílias”, disse o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, em nota, de acordo com a reportagem.
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