Economia & Mercado

Setor produtivo rejeita retaliação após sobretaxas de 12,5% dos EUA a produtos brasileiros

Gilberto Sousa/CNI
Ricardo Alban, da CNI, destaca que nova alíquota de 12,5% a produtos brasileiros prejudica competitividade da indústria nacional  |   Bnews - Divulgação Gilberto Sousa/CNI
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 24/07/2026, às 07h35



Após o anúncio da sobretaxa de 12,5% pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, instituições representativas de diversos setores da economia brasileira se manifestaram e reafirmaram o pedido que os governos brasileiro e americano reforcem as conversas para fazer acordos que baixem as alíquotas.

Conforme noticiou o Infomoney, a entidade que representa a indústria de máquinas e equipamentos, Abimaq, defende que “o caminho mais adequado é o fortalecimento da diplomacia, tanto em nível governamental quanto empresarial” e rechaçou a ideia de adoção da Lei da Reciprocidade Econômica.

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Segundo a Abimaq, apesar da “decisão dos Estados Unidos ter motivação predominantemente política, uma reação brasileira baseada em retaliação tende a ser pouco eficaz, podendo ainda comprometer o diálogo entre os dois países”.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que a nova alíquota de 12,5% “cria uma falta de competitividade total” e torna o cenário para os produtos manufaturados mais crítico. Alban disse ainda que “o setor produtivo continuará apoiando as negociações do governo brasileiro com os norte-americanos”.

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