Economia & Mercado
por Mariana Cedrim
Publicado em 29/07/2026, às 20h16
A nova tarifa de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos importados deve atingir diretamente apenas 1,8% do total exportado pelo setor do agronegócio na Bahia. A estimativa é o resultado de um estudo técnico elaborado pela assessoria econômica do Sistema Faeb/Senar que apontou um impacto macroeconômico limitado e concentrado em poucas cadeias produtivas.
Entre julho e dezembro de 2025, o agronegócio baiano exportou US$ 3,6 bilhões para o mercado internacional. Desse montante, US$ 222,54 milhões tiveram como destino os Estados Unidos, o equivalente a 6,1% das exportações do setor no estado, sendo que 68% (US$ 151,54 milhões) estão contemplados na lista de exceções e permanecem isentos das novas medidas tarifárias.
O principal ponto de atenção entre os produtos afetados é a pasta química de madeira para dissolução, que responde por cerca de 76% de todo o valor tarifado do agronegócio baiano. Com US$ 49,43 milhões exportados aos Estados Unidos no segundo semestre de 2025, o produto passou a ficar sujeito à incidência acumulada de até 37,5% em tarifas.
O sisal também vai ser afetado com taxa adicional de 12,5% sobre os US$ 6,63 milhões comercializados e 70% e 80% das exportações baianas desse produto têm como destino os Estados Unidos. Assim como o mel natural e o pescado que passam a ser tributados em 12,5%.
A Faeb/Senar descatou que o desafio deixa de ser generalizado e passa a se concentrar em cadeias produtivas e regiões específicas e defende medidas voltadas à diversificação dos mercados de destino, ao fortalecimento das cadeias mais dependentes e ao aumento da competitividade das empresas afetadas.
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