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Tornozeleira de Silvinei Vasques ficou sem sinal no dia de Natal; saiba detalhes

Divulgação / Polícia Paraguaia
Ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi visto pela última vez na véspera de Natal (24)  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Polícia Paraguaia
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 26/12/2025, às 15h44



O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi visto pela última vez na última quarta-feira (24), véspera de Natal. A tornozeleira eletrônica, por sua vez, deixou de emitir sinal no dia seguinte antes dele ser preso na madrugada desta sexta-feira (26), no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, ao portar um passaporte falso, conforme informações do g1.

A Polícia Federal (PF) informou que, após uma falha registrada no início da quinta-feira (25), o equipamento passou a interromper totalmente o envio dos sinais de geolocalização ainda durante a tarde. Ao Supremo Tribunal Federal (STF), a corporação atribuiu o problema à ausência de carga na bateria da tornozeleira eletrônica.

Desta vez, a PF apontou, ainda, que o ex-diretor-geral planejava fugir de El Salvador. A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que foi criado empecilho para reduzir o trânsito de eleitores em locais onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderava as pesquisas frente a Jair Bolsonaro (PL). Vale lembrar que no início do mês, Silvinei foi condenado, pelo STF, a 24 anos de prisão por estar envolvido na trama golpista. 

Fuga

De acordo com informações encaminhadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a Polícia Federal (PF) informou que Silvinei Vasques deixou a residência onde mora, em São José (SC), ainda na noite da quarta-feira (24), véspera de Natal, por volta das 19h22, antes de a tornozeleira eletrônica apresentar falhas.

As buscas, no entanto, só iniciaram no dia seguinte, depois que surgiram os primeiros problemas no sinal da tornozeleira. Quando os agentes chegaram ao endereço, Silvinei já não estava mais no local.

Antes da atuação da PF, uma equipe da Polícia Penal de Santa Catarina tentou localizar o ex-PRF por volta das 20h10, permanecendo no condomínio até 20h25, sem sucesso. Segundo relatório enviado ao STF, os agentes foram até o apartamento de Silvinei e à vaga de garagem vinculada a ele, mas não encontraram ninguém. Os policiais federais foram acionados apenas às 23h do dia de Natal.

"O réu não se encontrava em seu apartamento no momento da diligência, em violação à medida cautelar de recolhimento domiciliar noturno; estava utilizando veículo automotor alugado; esteve em seu endereço residencial até as 19h22min do dia 24/12/2025, quando não foi mais visto entrando ou saindo de carro; e carregou o veículo alugado com o seu animal de estimação e materiais para transporte de cachorro", descreveu Alexandre de Moraes, segundo o g1.

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