Economia & Mercado

Tradicional marca de automóveis anuncia demissão em massa de 100 mil funcionários

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Montadora queridinha dos brasileiros planeja corte de € 11 bilhões (cerca de US$ 12,5 bilhões) até o fim da década  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Unsplash
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 26/06/2026, às 16h50 - Atualizado às 17h25



A Volkswagen estuda uma ampla reestruturação global que pode resultar na demissão em massa de até 100 mil funcionários e no fechamento de quatro fábricas na Alemanha. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (26) pela revista alemã Manager Magazin, que teve acesso ao plano apresentado pelo comitê executivo da montadora.

Caso seja implementada, a medida dobrará a meta anterior da empresa, que previa a eliminação de 50 mil postos de trabalho.

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O objetivo é reduzir os custos administrativos globais em € 11 bilhões (cerca de US$ 12,5 bilhões) até o fim da década, diante da crescente pressão enfrentada pela indústria automotiva.

Segundo a publicação, as unidades que podem ser fechadas ficam em Neckarsulm, Hanover, Zwickau e Emden. A fábrica de Neckarsulm abriga operações ligadas às marcas de luxo do grupo, enquanto as demais são responsáveis pela produção de veículos de passeio e comerciais.

Além dos possíveis fechamentos, a Volkswagen também avalia separar sua divisão de componentes como parte da estratégia para reduzir despesas e melhorar os resultados financeiros.

A reestruturação ocorre em meio a um cenário desafiador para as montadoras europeias. Entre os fatores apontados estão as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, a desaceleração das vendas na China e o avanço de fabricantes chinesas de veículos elétricos, como a BYD, que ampliaram a concorrência no mercado global.

O plano já enfrenta forte resistência dos sindicatos e do conselho de trabalhadores da empresa. Em comunicado conjunto, as entidades afirmaram que vão se opor às demissões e aos fechamentos de fábricas, alegando preocupação com os impactos sociais e econômicos nas regiões afetadas.

Em nota, a Volkswagen confirmou apenas que atravessa um processo de "transformação profunda", mas não comentou os números divulgados pela imprensa alemã.

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