Economia & Mercado

Rede de supermercados fecha mais de 100 lojas e troca funcionários por IA

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Varejista confirma demissões corporativas em massa e aposta em IA para cortar gastos bilionários  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais/Unsplash
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 31/05/2026, às 14h36 - Atualizado às 14h43



A tradicional rede britânica de supermercados Morrisons anunciou a implementação de um amplo plano de reestruturação operacional no Reino Unido. A estratégia engloba o fechamento definitivo de 100 lojas de conveniência e a demissão de aproximadamente 200 funcionários administrativos.

Fundada há 127 anos, a varejista busca reduzir custos estruturais e acelerar seu processo de modernização tecnológica para enfrentar a pressão sobre as margens de lucro do setor.

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Os cortes de pessoal vão atingir diretamente a sede corporativa da companhia, localizada na cidade de Bradford. De acordo com informações divulgadas pela emissora pública BBC, os desligamentos previstos representam cerca de 8% de toda a equipe alocada nos departamentos técnicos e administrativos da unidade principal da empresa.

Para reduzir o impacto social das demissões, a administração da Morrisons informou que estuda a possibilidade de transferir uma parcela dos trabalhadores afetados para outras áreas operacionais e logísticas da própria rede que continuam ativas.

Foco em IA

Além do corte de vagas corporativas, a empresa confirmou o encerramento das atividades de 100 unidades que operavam sob a bandeira Morrisons Daily. Essas lojas pertenciam originalmente à rede McColl’s — adquirida pelo grupo em 2022 — e vinham acumulando resultados financeiros negativos sucessivos nos últimos anos.

Atualmente, o grupo gerencia um portfólio de cerca de 1.700 lojas de conveniência voltadas para compras rápidas. A direção do Morrisons enfatizou que a reestruturação afetará exclusivamente as 100 filiais deficitárias herdadas da antiga McColl’s, assegurando que os aproximadamente 500 supermercados tradicionais de grande porte da marca não serão fechados nesta etapa do planejamento.

A companhia vem substituindo de forma gradual os seus processos internos manuais por sistemas automatizados e softwares de inteligência artificial (IA).

Em comunicado oficial enviado à imprensa, os representantes do grupo detalharam que as mudanças estruturais visam modernizar as funções centrais de atendimento ao cliente e a cadeia de suprimentos logística.

A meta financeira global da marca é gerar uma economia de até 1 bilhão de libras esterlinas (o equivalente a cerca de R$ 6,5 bilhões) até o encerramento do ano fiscal de 2026.

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