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Trump diz que espera 'reunião amigável' com a China sobre tarifas

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Donald Trump afirmou que está aberto a reduzir significativamente as tarifas impostas sobre produtos chineses  |   Bnews - Divulgação RS/Fotos Públicas
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 09/05/2025, às 11h18 - Atualizado às 11h32



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que está aberto a reduzir significativamente as tarifas impostas sobre produtos chineses, às vésperas de negociações importantes entre autoridades americanas e chinesas em Genebra. Trump sugeriu que uma tarifa de 80% sobre importações da China "parece adequada", o que representaria uma queda expressiva em relação ao atual patamar de 145% estabelecido por seu governo.

A declaração foi feita por Trump em uma publicação nas redes sociais, na qual ele também defendeu que a China abra mais seu mercado para produtos americanos. "A China deveria abrir seu mercado para os EUA – seria ótimo para eles", escreveu o presidente, reforçando sua expectativa de avanços nas conversas deste fim de semana.

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As negociações em Genebra contarão com a presença do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, do principal negociador comercial americano, Jamieson Greer, e do vice-premiê chinês, He Lifeng. O objetivo é buscar um caminho para aliviar as tensões da guerra comercial, que já impacta a economia global e provocou quedas nas exportações entre os dois países.

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Apesar de sinalizar disposição para reduzir as tarifas, Trump ressaltou que o atual nível de 145% é insustentável e que a expectativa é que haja uma diminuição. "Não dá para aumentar mais. Está em 145%, então sabemos que vai cair", afirmou o presidente, destacando que acredita em uma “reunião amigável” e que a China tem interesse em avançar nas negociações.

O encontro ocorre logo após os Estados Unidos anunciarem um acordo comercial com o Reino Unido, o primeiro desde o aumento tarifário de abril. Analistas, porém, avaliam que as conversas com a China devem ser apenas um primeiro passo para uma possível resolução do impasse, já que divergências profundas permanecem em relação ao acesso ao mercado e às práticas comerciais de ambos os países.

Trump também voltou a criticar o superávit comercial chinês com os EUA, classificando-o como "inaceitável", e disse que está disposto a conversar diretamente com o presidente chinês Xi Jinping após as negociações, caso necessário.

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