Economia & Mercado
Publicado em 02/01/2025, às 07h58 - Atualizado às 08h19 Publicado por Vagner Ferreira
O último pregão de 2024 aconteceu na segunda-feira (30). De acordo com informações do portal G1, mesmo com intervenção do Banco Central do Brasil (BC), o dólar seguiu com avanços e teve alta acumulada de 27,35%, maior índice desde a pandemia da covid-19, que registrou 29,36%. A moeda norte-americana fechou o ano no valor de R$ 6,1797.
O aumento de 2024, segundo reportagem, pode ser justificado por conflitos externos, altos níveis de juros e expectativas das contas públicas. No Brasil, as medidas fiscais sobre os cortes de gastos foram um fator de destaque. E, assim, as apreensões acerca do mercado financeiro preocuparam especialmente os investidores e refletiram no valor do dólar.
O maior acréscimo da moeda aconteceu durante o período de 6 de novembro a 17 de dezembro, indo de R$ 5,67 para R$ 6,07, com crescimento de 7,40% em curto período. O Ibovespa, apesar de se manter estável no último pregão, também foi impactado pelas incertezas do mercado e teve um recuo de 10,36% no acumulado anual.
Índices do último pregão
O dólar teve redução de 0,22% na segunda-feira, com valor cotado a R$ 6,1797, ante máxima de R$ 6,2422 ao longo do dia. No acumulado, a alta mensal foi de 2,99% e o avanço fechou em 27,35% no comparativo anual. A moeda começou o dia em alta. Com isso, o BC promoveu um leilão de dólares para evitar o aumento, com a venda de US$ 1,815 bilhão à vista.
Mesmo com saldo negativo, a média é vista como positiva em relação ao mesmo período de 2023 - segundo informações da reportagem -, quando o déficit registrado foi de R$ 37,3 bilhões. Os números englobam o Governo Federal, os estados, municípios e as empresas estatais.
Já o Ibovespa teve aumento de 0,01% nesta segunda, com 120.283 pontos. A máxima do dia foi de 121.050 pontos. No acumulado, foi registrada perda mensal de 4,28% e recuo anual de 10,36%.
O mercado
O quadro fiscal do Brasil foi uma das principais discussões do mercado nos últimos dias. O país estava com estimativa de redução de R$ 71,9 bilhões dos gastos nos próximos dois anos, e R$ 375 bilhões até 2030. Os cálculos do Ministério da Fazenda, no entanto, preveem um impacto de R$ 2,1 bilhões, com redução de R$ 69,8 bilhões na economia.
A redução dos gastos pelo governo tem como objetivo zerar o déficit público. O arcabouço fiscal também estima que a arrecadação seja maior que os gastos a partir de 2026, para assim, controlar o endividamento público.
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