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BNews Summer: Confira oito dicas para organizar finanças e controlar gastos em 2025

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Equipe do projeto BNews Summer conversou com economista para saber como ter uma vida financeira mais equilibrada  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Pixabay

Publicado em 01/01/2025, às 12h00   Vagner Ferreira



O início de um novo ano representa também uma nova oportunidade para rever hábitos e buscar mudanças significativas em diversas áreas da vida, inclusive no âmbito financeiro. Com isso, o fato de organizar finanças pessoais e controlar os gastos pode acelerar a realização de novos objetivos. 

Assim, a equipe do BNews Summer conversou com o economista e vice-presidente do Conselho Regional de Economia da Bahia (Corecon-BA), Edval Landulfo, para saber como ter uma vida financeira mais equilibrada em 2025. 

Com a organização financeira, a gente pode desfrutar de muitos benefícios e ter uma ótima qualidade de vida. Então, ficaremos livres das dívidas, teremos boas práticas para fazer investimentos e realizaremos os nossos projetos. Assim, o planejamento financeiro é essencial para uma vida sem dores de cabeças ou estresses financeiros, causado pelo excesso de dívidas ou contas por impulso”, destacou Landulfo ao projeto BNews Summer. 

O economista indicou também uma lista com oito dicas para incluir na rotina, para ter maior administração financeira e ter controle de gastos de forma prática e segura em 2024, confira:

Dica nº1: Orçamento financeiro

Para Landulfo, a primeira dica é saber quanto se ganha, seja mensal, em relação aos assalariados, seja semanal, em casos de trabalhadores informais. Depois, ele recomenda que a pessoa entenda como esse dinheiro é gasto, podendo ser com alimentação, moradia, aluguel ou condomínio, conta de energia, de água, saúde e lazer. 

“Quando essa análise começa a ser feita, a vida financeira passa por uma organização de controle de gastos, e isso faz com que as pessoas entendam como o dinheiro entra e sai. Ainda faz com que a pessoa saiba se pode comprar algo à vista ou a prazo”, disse.

Neste processo de orçamento financeiro, o economista alerta para que não haja confusão em relação aos valores brutos quanto aos valores líquidos, visto que o primeiro conta com descontos mensais, direcionados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao imposto de renda ou a empréstimos e afins.

Com isso, ele recomenda que os gastos sejam todos anotados, seja no papel, em planilhas ou em aplicativos, para que haja um controle consciente.

O que eu sempre oriento é um método prático e de fácil entendimento e manutenção. Um educador financeiro, um economista ou um profissional da área de finanças não vai dizer qual é o melhor método. O método tem que ser de acordo com a facilidade que a pessoa tem para fazer esse acompanhamento”, explica.

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Dica nº2: Criar as suas reservas

Após saber quanto se ganha e quanto se gasta, a segunda dica é criar reservas de emergências. Segundo o economista, essa é uma das partes mais ‘esquecíveis’ por grande número de pessoas. E para conscientizar sobre esse processo, ele cita três métodos. 

O primeiro é para suprir com algum contratempo. “A primeira reserva de emergência é para casos de imprevistos individuais ou familiares, pois aí as pessoas já têm uma quantia separada para poder arcar com a situação e não precisar recorrer a empréstimos, ou pior, ao cartão de crédito e ao cheque especial”, pontua. 

O segundo método é chamado de reserva de oportunidade. “É a reserva para quando surge uma boa oportunidade de adquirir e investir em algum bem, como imóveis. E é um momento para a pessoa aproveitar. Para isso, é sempre bom ter um dinheirinho em mãos”, disse Landulfo.

O terceiro método é o de aposentadoria. “A reserva de aposentadoria, independente se a pessoa já tem uma outra reserva, já contribui com a previdência, com o INSS ou uma previdência privada, é interessante também que faça uma reserva particular, podendo fazer um aporte a cada seis meses, ou um ano, para ter, lá na frente, a mesma qualidade de vida ou uma até melhor do que se tem no momento em que trabalha”, destaca.

Dica nº 3: Aprenda sobre investimentos

Segundo Edval, aprender sobre investimentos é essencial para ter uma vida financeira mais segura, pois assim, mediante as oscilações do mercado, é possível fazer com que o poder de compra do dinheiro seja preservado e aumente significativamente. Dentre as opções de investimentos, ele recomenda a renda fixa e a renda variável. 

“Na renda fixa vamos ter ali produtos financeiros como Certificado Depósito Bancário (CDB), LCA ou LCI, que são letras de crédito tanto imobiliário, como também do agronegócio. Cada investimento tem um propósito. Inclusive, quando você cria uma reserva, como a de emergência, pode ter rendimento diário, porque é fácil ter aquela liquidez e pode pegar o dinheiro a qualquer momento, sem perder a rentabilidade do período. O que é diferente da poupança, que para você ter a remuneração, precisa deixar o dinheiro lá por 30 dias, e se tirar antes, não obterá nenhuma rentabilidade”, explicou.

“Já na renda variável, é importante entender quais são as opções de ações, para poder ter segurança nos investimentos, e tudo com propósito e objetivo. É importante aprender para não cair em ciladas por um produto financeiro que geralmente são bons, mas que estão sendo ofertados de forma inapropriada por golpistas”, continuou. 

O vice-presidente do Corecon-BA pediu também que as pessoas se comprometam mensalmente para contribuições de determinados produtos financeiros, com o propósito de criar hábitos. “É aquela máxima: quanto menos eu gasto, mais eu vou ganhar, porque além de gastar pouco com as despesas e não criar tantas dívidas, eu vou ter um valor maior para fazer investimentos”.

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Dica nº 4: Fuja das compras por impulso

Um erro comum realizado por muitos consumidores é a compra por impulso, que pode afetar no pagamento das despesas futuramente. 

“Isso causa um estrago na mente a tal ponto que a pessoa faz compras parceladas no cartão de crédito ou à vista e isso vai fazer falta mais na frente para pagar uma despesa ou até um outro compromisso financeiro, porque a pessoa foi impulsiva e acabou fazendo essas compras”, disse o economista ao projeto BNews Summer.

Temos várias datas apelativas durante o ano, como no verão, no carnaval, no Dia das Mães, Dia dos Namorados. E tem que ter muito cuidado com isso e colocar na ponta do lápis, para evitar esses perrengues financeiros. Na maioria das vezes, são ítens para impressionar em determinado tempo e depois ficam jogados. Temos que ter em mente um foco, um comprometimento para realizar algo que vai trazer bem-estar por um bom tempo”, continuou. 

Dica nº 5: Lista dos sonhos e Realizações dos projetos

Além da lista sobre orçamento financeiro, uma lista de sonhos e realizações de projetos pode ser uma ótima opção para saber como direcionar e guardar o dinheiro. “Se a gente não fizer uma lista dos nossos sonhos, vamos gastar por gastar e sentir um vazio depois”, conta o vice-presidente do Corecon-BA.

Landulfo recomenda que a lista seja feita projetando três espaçamentos de tempo: a curto prazo, de até um ano; a médio prazo, com até dois anos; e a longo prazo, com até três anos. 

Sobre os desejos a curto prazo, ele exemplifica: “Eu tenho um projeto para 2025 de passar o São João em Caruaru, Campina Grande, pois gosto muito de dançar forró. Então busco saber quanto custa realizar esse sonho. Eu já fiz orçamento de hospedagem, alimentação, transporte, contabilizei quantos meses tem daqui para o período e dividir o total pela quantidade de meses para ver quanto tenho que juntar”.

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Dica nº 6: Desenvolver bons hábitos Financeiros

Ter maior controle financeiro e controlar gastos de forma prática pode começar com a prática de pequenos hábitos. Um deles é fazer pesquisas de valores e marcas antes da compra. Outro hábito é fugir dos juros do cartão de crédito e do cheque especial. 

Os juros a nosso favor é bem pouquinho, mas quando a gente deve no cartão de crédito ou no cheque especial, esses juros ficam exorbitantes, porque juros sobre juros vai acabar dificultando o equilíbrio das nossas contas”, contou Edval ao projeto BNews Summer. 

Evitar pequenos gastos, como o cafezinho ou o doce depois do almoço, também podem fazer diferença no final do mês. Essas despesas podem ser percebidas com as anotações mensais dos gastos. 

Dica nº 7: Estude sobre ativo e passivo

De acordo com o economista, uma das dicas que pouca gente sabe na economia é sobre ativos e passivos. No geral, ativo é o que traz dinheiro (lucro/investimento) e passivo é o que retira o dinheiro (gastos/despesas). 

Segundo Landulfo, a compra de apartamentos é um ativo patrimonial, mas devido aos gastos com condomínios, prestações, energia e água, o bem se torna um passivo por retirar o dinheiro da renda do comprador. O mesmo acontece com a aquisição de um carro, que precisa de seguros, revisões e combustíveis. 

Entretanto, em casos de locações desses bens, a situação se converte ao ativo, pois o dinheiro do aluguel retorna para a pessoa. “As pessoas começam a entender que primeiro precisam fazer os ativos e depois os passivos, assim valorizando cada vez mais os hábitos financeiros”, disse.

Dica nº 8: Faça revisões periódicas

Com todas essas dicas em prática, o economista recomenda que sejam feitas revisões periódicas entre três a seis meses para entender se as finanças estão alinhadas com os objetivos. 

Segundo ele, “é muito importante revisar o orçamento mensal, acompanhar os investimentos, avaliar as despesas e as dívidas existentes, para assim, melhorar as possibilidades de investimentos”. 

“Desta forma, a gente vai dar mais valor ao trabalho, ao dinheiro conquistado e usufruir com muita sabedoria e uma nova perspectiva em 2025”, acrescentou. 

Dica extra

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Para quem tem muitas dívidas e acha que não vai conseguir seguir com essas dicas em 2025, o economista recomenda que seja feito um plano de pagamentos de débitos, estabelecendo ordem de prioridade para a quitação, com foco nas maiores taxas de juros. 

“Não adianta começar o pagamento de uma determinada dívida e depois parar, porque a sensação futuramente é de que está enxugando gelo, porque fez o pagamento, mas a dívida continuou aumentando por não ter honrado com o compromisso”, disse.

Outro ponto indicado pelo economista é a possibilidade de renegociação de dívidas com os credores, principalmente por instituições financeiras.

Mesmo que a pessoa tenha dívidas, ela pode começar a praticar todos esses oito ensinamentos anteriores porque vai começar a ter uma reestruturação, uma organização, um planejamento na vida financeira e vai acabar com estresse financeiro, que dificulta qualquer crescimento ou qualidade de vida do indivíduo e dos familiares”, informou. Há algo que sempre digo: o dinheiro pode não trazer felicidade, entretanto, a felicidade traz dinheiro", concluiu.

Economista Edval Landulfo

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