Economia & Mercado
por Cibele Gentil
Publicado em 27/04/2026, às 10h58 - Atualizado às 13h42
Com a tramitação de projetos que preveem o fim da escala 6x1, o tema tem ganhado espaço amplamente e gerado diversos debates. Para o governo, a redução na jornada de trabalho tem sido tratada como prioridade, o que tem gerado pressão pelo avanço rápido do assunto no Legislativo.
Os impactos que irão incidir sobre o mercado estão condicionados ao que realmente passar no Congresso. De acordo com análise divulgada pelo CNN Money, as profissões e os setores afetados dependem do texto que venha a ser aprovado.
36 ou 40 horas
Conforme explicou o advogado trabalhista Ivan H. Nogueira Lima, textos diferentes estão sendo avaliados simultaneamente. "Vale lembrar que a proposta de PEC (proposta de emenda à Constituição) trabalha com a ideia de 36 horas de trabalho semanal, com jornada 4x3, enquanto o projeto de lei enviado pelo governo adota uma abordagem de 40 horas semanais, em regime 5x2", explica
Algumas atividades devem sofrer impactos em ambos os casos. Outras áreas, deverão sentir pouca diferença. De acordo com o advogado, algumas profissões possuem legislação específica e já preveem jornadas inferiores às 44 horas semanais.
É o caso, por exemplo, de bancários, que trabalham 30 horas semanais, ou teleatendentes e trabalhadores em minas de subsolo, ambos cumprindo 36 horas. "Essas profissões tendem a experimentar menor ou nenhum impacto, a depender da proposta que venha a ser aprovada", afirma o advogado.
Carteira assinada
Outro aspecto importante a ser avaliado é que as novas regras se aplicariam somente a empregados em regime CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Desta forma, trabalhadores informais, autônomos, prestadores de serviço contratados como Pessoa Jurídica (PJ), motoristas de aplicativo e servidores públicos não se encaixariam nas medidas.
Horário administrativo
Há também o caso de empregados do setor administrativo e corporativo. Muitos deles já exercem a jornada dentro da escala 5x2. Para eles, possivelmente também não haverá mudanças na rotina.
De acordo com a advogada Fernanda Miranda, profissionais dessas áreas possuem maior flexibilidade, muitas vezes trabalhando em home office ou em jornada hibrida. Entre as profissões, a advogada cita: profissionais de Recursos Humanos; áreas administrativas e de tecnologia; jurídico; financeiro; marketing; consultores; analistas; e gestores que trabalham por entrega.
Áreas essenciais continuarão em 6x1
Outra categoria são os trabalhadores de áreas essenciais, que deverão se manter em escala 6x1. Mesmo com uma mudança na norma referente à jornada de trabalho, essas profissões e setores continuarão trabalhando normalmente.
Estão inseridos nesse contexto: profissionais da saúde, como médicos e enfermeiros; profissionais de segurança pública e privada; setores de energia; saneamento; e telecomunicações. "Mesmo com eventual mudança na jornada, será necessário manter escalas contínuas", avalia a advogada.
Classificação Indicativa: Livre
Super desconto
cinema em casa
Top dos Tops
som poderoso
Bom e Barato