Economia & Mercado
por Verônica Macedo
Publicado em 01/04/2025, às 11h49 - Atualizado às 11h58
A concentração de patrimônio nas regiões Sudeste e Sul ainda é dominante no Brasil, mas os números mais recentes revelam uma nova configuração no Nordeste, especialmente na Bahia. Segundo a lista da Forbes 2024, 18 bilionários nordestinos compõem o ranking dos 240 maiores do país, acumulando R$ 67,3 bilhões. Entre eles, dois baianos do Grupo GPS — José Caetano de Paula Lacerda e Carlos Nascimento Pedreira Filho — somam mais de R$ 3 bilhões em patrimônio.
Esse novo cenário tem impulsionado a demanda por estruturas especializadas em gestão de grandes fortunas. Um dos reflexos é o crescimento de transações envolvendo ativos de alto padrão, como jatos executivos, lanchas de luxo e ilhas privadas. “A aquisição desses bens exige planejamento técnico e conhecimento global”, explica o especialista Rafael Bastos, que atua no setor há mais de duas décadas, atendendo famílias com patrimônios superiores a R$ 100 milhões.
A busca por discrição e segurança, segundo ele, é uma constante. Muitas dessas famílias mantêm contas fora do país, investem em imóveis no exterior e diversificam seus ativos com foco na sucessão e na blindagem patrimonial. A atuação de escritórios de family office, como o que Bastos lidera, vai além da gestão financeira, envolve questões regulatórias, tributárias e estratégicas em três continentes.
A Bahia também passou a ser vista como um hub de residências de luxo. Casas de alto padrão em regiões como Praia do Forte ultrapassam a marca dos R$ 30 milhões e terrenos valorizados podem chegar a R$ 4 milhões. Esses imóveis não são apenas símbolos de status, mas parte de uma engrenagem de investimentos sofisticados que movimentam o mercado local.
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