Economia & Mercado

Vendas encolhem e comércio da Bahia recua em julho; veja o “vilão” por trás da queda

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As vendas recuaram 1,2% na comparação com junho, mas acumulam alta de 3,6% em 2026 e cresceram 3,2% frente a julho do ano passado  |   Bnews - Divulgação Unsplash / Ilustrativa
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 16/09/2026, às 05h30



As vendas do comércio varejista da Bahia recuaram 1,2% em julho de 2026, na comparação com junho, mas ainda registraram alta de 3,2% frente ao mesmo mês de 2025.

Com o resultado, o setor manteve crescimento no volume de vendas pelo 16º mês consecutivo. No acumulado de 2026, a alta chega a 3,6%, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

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Cinco segmentos tiveram alta

Na comparação entre julho de 2026 e o mesmo mês do ano passado, cinco dos oito segmentos que compõem o indicador do volume de vendas apresentaram resultado positivo.

O maior crescimento foi registrado em Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 14%. Na sequência aparecem Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com avanço de 8,3%, e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que cresceram 5%.

Tecidos, vestuário e calçados tiveram alta de 0,3%, mesma variação registrada por Combustíveis e lubrificantes.

Entre os segmentos que registraram queda, Livros, jornais, revistas e papelaria teve o recuo mais expressivo, de 10,9%. Móveis e eletrodomésticos caíram 1,3%, enquanto Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos recuaram 0,9%.

Preços menores ajudaram nas vendas

Segundo a análise da SEI, o aumento das vendas em relação a julho de 2025 foi influenciado pelo desempenho de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; Outros artigos de uso pessoal e doméstico; e Combustíveis e lubrificantes.

O comportamento desses segmentos ocorreu em um período de deflação nos preços. Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostram que os subgrupos Alimentação no domicílio e Combustíveis tiveram retrações de 1,27% e 3,43%, respectivamente, em julho. O grupo Artigos de residência também registrou queda, de 0,32%.

Entre as contribuições negativas para o comércio, a SEI destacou o desempenho de Móveis e eletrodomésticos. O resultado foi associado ao custo elevado do crédito e à cautela das famílias na aquisição de bens de maior valor agregado.

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