Economia & Mercado
Publicado em 29/03/2025, às 16h29 Maurício Viana
A jornada de trabalho do serviço público da Venezuela foi reduzida de 40 horas para 13,5 horas. Dessa forma, os servidores passam a trabalhar apenas três vezes na semana das 08h às 12h30.
A medida adotada pelo regime de Nicolás Maduro ocorre após o ditador responsabilizar a emergência climática pela crise energética que afeta o país. Com menor carga de trabalho, a tentativa é de que o mínimo de estabilidade seja alcançado no setor energético.
Nos últimos vinte anos, ações similares foram decretadas pelo líder venezuelano Hugo Chávez devido às graves crises de energia que o país sofreu. Em 2019, um apagão deixou 80% do país no escuro por diversos dias.
O regime de Maduro joga a culpa no clima, as quais também se alternam com acusações de sabotagem. Porém, os especialistas atribuem a crise a uma combinação de negligência, corrupção e falta de investimentos.
O sistema de eletricidade venezuelano depende da usina hidrelétrica Simón Bolívar e do reservatório de Guri, que está com o nível baixo e agravado pela seca. Nas cidades do interior, moradores estão enfrentando apagões de no mínimo quatro horas por dia.
“O governo sempre usa desculpas grosseiras como causas meteorológicas e zoológicas e sabotagens sem sabotadores”, disse o especialista no setor elétrico, José Aguilar.
O racionamento de energia e trabalho no setor público passou a valer na segunda-feira (24) e a previsão é de que dure por seis semanas com a possibilidade de ser renovado. Dessa forma, os funcionários da educação são excluídos devido ao êxodo de mais de 70% dos professores das salas de aula.
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Oportunidade
Super desconto
Imperdível
Despencou o preço