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Economia e Mercado

Ricardo Eletro protocola maior plano de recuperação judicial já registrado no varejo

[Ricardo Eletro protocola maior plano de recuperação judicial já registrado no varejo]
Por: Divulgação Por: Redação BNews 0comentários

A rede de lojas Ricardo Eletro protocolou na noite da última terça-feira (13) um plano de recuperação judicial na 1ª Vara de Falência e Recuperações Judiciais da comarca de São Paulo. A empresa responsável pela rede, a Máquina de Vendas, entrou com um pedido de recuperação judicial no último mês de agosto.

De acordo com informações do Valor Econômico, no plano apresentado, a empresa formará unidades produtivas isoladas com imóveis do grupo para venda e pagamento de credores. Segundo a publicação, a Ricardo Eletro deve a aproximadamente 20 mil credores, e acumula uma dívida avaliada em R$ 4 bilhões. As cifras representam a maior recuperação judicial já vista no varejo. 

Dois centros de distribuição próprios da empresa podem ser alvo de proposta de eventuais interessados. Contudo, a Máquina de Vendas avalia também se desfazer de marcas do grupo - como a Insinuante, Salfer, Eletroshopping e City Lar. O Valor apurou ainda que  a empresa estuda, lançar, em paralelo, outra marca para a operação on-line.

Pelos termos da recuperação judicial, a empresa não deverá atuar mais no varejo físico, com lojas, como antes.

Plano

Segundo o plano apresentado, a empresa propõe que os credores com garantia real recebam o pagamento com o valor de um excedente do caixa da empresa. Ou seja, o valor que superar um caixa mínimo de R$ 100 milhões será distribuído aos credores. Além disso, será aplicado deságio de 85% sobre o valor nominal dos créditos. 

E esse pagamento começaria apenas após a rede quitar os seus “credores estratégicos”, aqueles considerados parceiros da empresa.Já os credores sem garantia real no valor de até R$ 3,5 mil receberão R$ 1,5 mil, no prazo de até dois anos. Para somas acima de R$ 3,5 mil, eles receberão o pagamento por meio do excedente do caixa mínimo. 

O deságio para esses credores também é de 85% e apenas serão pagos quando os credores estratégicos tiverem suas dívidas quitadas. Aqueles que têm mais de R$ 3,5 mil a receber mas querem ser pagos sem caixa excedente, poderão optar pelo recebimento à vista de R$ 1,5 mil em até 24 meses. Contudo, terão de renunciar aos valores restantes.

Sobre os credores que quiserem apoiar a empresa, mantendo fornecimento à rede, e virar credores estratégicos, estes receberão o pagamento de forma preferencial. Eles receberão, primeiramente, o valor do caixa consolidado - descontando o valor mínimo para a empresa operar - e sem período de carência.

Os credores trabalhistas, por fim, deverão optar pelo recebimento de seus créditos trabalhistas. A empresa já informou a Justiça que tem R$ 30 milhões para pagamento de parte dessa dívida — cerca de um terço do total dos débitos a trabalhadores — que pode ser utilizada para esse !m assim que a Justiça der autorização. 

Esse credores receberão até R$ 4 mil e para quem tem a receber acima desse valor sofrerá deságio de 50% a 85%, a depender do valor, pago em até 12 meses após a homologação do plano. Esses termos ainda serão negociados com credores e devem sofrer ajustes antes de ser apresentado em uma assembléia.

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