Educação

Greve vai perdurar: próxima assembleia será realizada só dia 4

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Professores se reuníram na secretaria e exigem que Wagner cumpra liminar   |   Bnews - Divulgação

Publicado em 29/05/2012, às 17h02   Luiz Fernando Lima (@limaluizf)



Nesta terça-feira (29), que marcam os 49 dias de paralisação da rede estadual de ensino, os professores ser reuniram na Assembleia Legislativa da Bahia, no CAB, em Salvador, para pedir que o governador Jaques Wagner cumpra a liminar da Justiça, concedida pela juíza Lícia de Castro Laranjeira - legalizando a greve. Com isso, o governo deve pagar os salários da categoria, que não estão sendo pagos desde que a greve oi considerada ilegal.

O mandado de segurança relaciona o governador Jaques Wagner, os secretários Manoel Vitório (Administração) e Osvaldo Barreto (Educação), além do chefe de gabinete da SEC. Na decisão, a desembargadora solicita informações do governador e dos outros membros citados e alerta: inexistência de lei de greve específica onde esclareça como deverá ser o posicionamento da Administração Pública no tocante aos dias parados nos movimentos grevistas.

A ideia é garantir aos professores o direito a receber os salários porque, de acordo com a ação, houve uma tentativa de caracterizar os dias greve como se os docentes tivessem faltado ao trabalho, o que faria com que os salários fossem cortados. A juíza deixa claro que este não é o caso e que os professores do movimento grevista devem receber de “imediato os valores devidos, inclusive referentes à previdência e ao imposto de renda, além de acesso dos docentes, seus familiares e dependentes conveniados ao Planserv – Plano de Saúdo dos Servidores Públicos – evitando comprometimento da saúde dos mesmos, sobretudo dos portadores de doenças crônicas, necessitados de tratamento habitual e permanente”.

Os professores prometem manter a mobilização na sede do Poder Legislativo por todo o dia. Nesta terça, os deputados devem votar o segundo turno de um pedido de empréstimo do governo do estado. A sessão reúne todos os ingredientes para ser tumultuada. Os deputados de oposição afirmam que vão mostrar como o governo petista é demagogo e expor Jaques Wagner aos servidores. Setores governistas reiteram que não há verba para cumprir o acordo e que é preciso negociar outra saída.


Na manhã de hoje, Rui Oliveira, diretor da APLB Sindicato, rebateu as criticas do líder do governador na Assembleia, deputado José Neto (PT). O petista teria afirma que o sindicato perdeu a representatividade, no entanto, para Rui, quem deve estar preocupado com a perda de prestigio e legitimidade é o próprio parlamentar. “Zé Neto precisa procurar saber sua relação com os 2% lá em Feira de Santana. Quem não tem base é ele”.
De acordo com o sindicalista, nesta quarta-feira (30), os pais e alunos devem ocupar e acampar na sede da governadoria, também localizada no CAB. “Nós vamos fazer uma grande atividade na Barra, vamos fazer uma no Aeroporto, um calendário está sendo montado. A greve continua. A próxima assembleia vai ser na próxima terça e esperamos que até lá tenhamos uma saída. Caso contrário a greve vai continuar”.

Questionado sobre o caráter exclusivamente economicista da greve, Rui Oliveira avalia que não é apenas este o ponto. Segundo ele, entre hoje e amanhã deve ser votado no Congresso Nacional o Plano Nacional de Educação. “É o plano que estabelece as metas e diretrizes para educação pública brasileira. É uma peça da maior importância. Historicamente as greves da Educação são longas. No Piauí foram 86 dias, em Brasília foram 60 e na Bahia não vai ser diferente. Esperamos uma solução”.


Foto: Roberto Viana// Bocão News

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