Educação

65 dias sem aula: 'Forrozinho' dos professores causa tumulto na ALBA

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Segundo Rui Oliveira, categoria enviou contra-proposta ao Governo   |   Bnews - Divulgação

Publicado em 15/06/2012, às 15h23   Caroline Gois Twitter (@goiscarol)



Os alunos do ensino público do Estado da Bahia já estão há 65 dias sem aulas. Acampados na porta da Assembleia Legislativa desde então, na Avenida Paralela, CAB, nesta sexta-feira (15), os professores decidiram organizar um 'forrozinho' - assim foi batizado o evento pelo presidente da Associação dos Professores do Estado da Bahia, Rui Oliveira.

"Tudo começou quando colocamos o carro de som. A polícia foi chamada para nos retirar do local. Houve um pequeno tumulto, mas intermediei e resolvemos. Iremos fazer nossa confraternização de São João às 16h, mas decidimos em colocar o carro no estacionamento que fica na parte de baixo. Terá pé-de-serra e canjica", afirmou Oliveira.

À equipe de reportagem do Bocão News, Rui informou que no momento do tumulto o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, não estava na casa. A nossa redação tentou entrar em contato com Nilo diretamente, bem como com a assessoria do parlamentar, mas não obteve êxito.
Neste sábado (16), os professores irão se reunir e aguardar um retorno do Governo do Estado. "Enviamos uma contra-proposta. Nela, solicitamos a revogação da lei que transformou salário em subsídio e o parcelamento dos 22,22% para este ano", afirmou Rui Oliveira. Já na próxima terça-feira (19), uma nova assembleia será realizada às 9h, para decidir os rumos do movimento.


Proposta do governo
Rejeitada no dia 5 deste mês, a última proposta apresentada pelo governador Jaques Wagnerfoi aumento real de 22% a 26% por meio de promoções nas carreiras, entretanto o parcelamento iria até abril do próximo ano. Além disso, foram oferecidos 7% de aumento em novembro e outros 7% em abril de 2013, e os 6,5% que foi concedido pelo governador seriam mantidos. Ainda de acordo com a proposta, para receber promoções, que não é válida para aposentados e licenciados, os professores teriam que fazer um curso à distância. 

Foto: Roberto Viana// Bocão News

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