Educação

86 dias sem aula: sindicato prepara grande manifestação para o 2 de julho

Imagem 86 dias sem aula: sindicato prepara grande manifestação para o 2 de julho
Paralisação histórica não tem previsão para terminar  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 02/07/2012, às 08h31   Caroline Gois Twitter (@goiscarol)




86 dias de greve. Este é o número que marca o tempo no qual os alunos da rede estadual de ensino estão fora das salas de aulas. O presidente da Associação dos Professores do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, informou que no dia 2 de julho - que marca a independência da Bahia, caravanas com docentes irão vir do interior para a capital para a realização de uma grande ato em prol da categoria. São esperados 5 mil professores

Um nova assembleia foi marcada para o dia 3 de julho, às 9h.
O impasse
O impasse entre professores e Governo Estadual parece não ter previsão para chegar ao fim. Na manhã de segunda-feira (25), a equipe do Bocão News conversou, com exclusividade, tanto com a Associação dos Professores do Estado da Bahia (APLB) como a Secretaria de Educação.
De um lado, o presidente da APLB - Rui Oliveira. Do outro, o secretário Osvaldo Barreto. "Isso é um faz de conta", disse Rui Oliveira sobre as aulas organizadas pela sercretaria para serem oferecidas aos alunos do 3º ano a partir de hoje. Segundo Rui, nenhum dos colégios deu aula. "Eu mesmo estive no Teixeira de Freitas e Odorico Tavares. Tentaram até iniciar as aulas, mas não deu certo. E digo que os aulões programados não irão acontecer", afirmou.
Já o secretário de Educação afirmou à nossa equipe de reportagem: "O saldo da ação foi positivo. Todas as escolas abriram e estão dando aula. A APLB diz o contrário porque quer causar tumulto. Estamos monitorando os pólos previstos e houve sim pequenos contratempos, já resolvidos. Está tudo dentro da normalidade", afimou Barreto.
Negociações
A proposta apresentada pelo governo prevê aumento de 4%, em outubro de 2012, e 3% em abril de 2013, na forma de progressão na carreira. Para isto, os professores que estão na categoria “A” passarão para uma nova, a “A1”, em progressão que representa um aumento entre 22% e 26% até 2013, incluindo os 6,5% e 11,5% já anteriormente concedidos à categoria. Há ainda a obrigatoriedade de se fazer um curso à distância para merecer o benefício. Os 
professores discordam da necessidade de revogar a Lei 12.364, a qual assegura o cumprimento do piso salarial e também trata de reajustes reais nos salários dos trabalhadores. 

Foto: Brumado Agora

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