Educação

BNews COP30: Indígena propõe aproximar saberes tradicionais e acadêmicos; veja vídeo

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Antropólogo e pesquisador indígena do povo Paiter Suruí, Chicoepab Suruí, de Rondônia, está participando da COP30  |   Bnews - Divulgação Reprodução / BNews
por Andrea Vialli, direto de Belém, e Vagner Ferreira

por por Andrea Vialli, direto de Belém, e Vagner Ferreira

Publicado em 17/11/2025, às 11h57 - Atualizado às 11h57



Antropólogo e pesquisador indígena do povo Paiter Suruí, Chicoepab Suruí, de Rondônia, está participando da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) e detalhou como os indígenas estão tentando aproximar seus saberes tradicionais dos saberes acadêmicos. Além disso, destacou sobre a importância das políticas afirmativas para maior acesso às universidades.

“Eu acredito que, para que o conhecimento tradicional de um povo seja valorizado, como o conhecimento indígena, especialmente do povo Paiter-Suruí, nós criamos uma estratégia de formar o próprio povo. Assim, o nosso conhecimento passou a ser pesquisado pelos próprios pesquisadores indígenas. No caso dos Paiter-Suruí, investimos na capacitação em universidades para que haja mais pesquisadores indígenas, ou seja, pessoas do próprio povo fazendo essa intermediação entre a academia e o conhecimento tradicional”, descreveu. 

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Segundo o antropólogo, o caminho para valorizar o conhecimento de um povo é dar valorização à própria pessoa pertencente àquele conhecimento tradicional. Para isso, recomenda mais qualificação, tais como aumentar o número de pessoas capazes de levar o conhecimento tradicional até as academias e universidades.

“As cotas voltadas para indígenas têm auxiliado a chegar à universidade, ao mestrado, ao doutorado. As políticas públicas de cotas têm ajudado bastante, além da vontade individual de cada pessoa. Não é porque existe a cota que a luta está ganha. É preciso querer estudar, aperfeiçoar, para poder trazer essa diferença. Nós sabemos que temos capacidade de dialogar com a academia e com a ciência a partir do nosso conhecimento”, afirmou. 

O indígena disse que, do lado dos espaços acadêmicos, com o conhecimento ancestral tradicional dos povos indígenas do Brasil, esse caminho está começando. Entretanto, barreiras precisam ser superadas. 

“Eu acredito que a principal barreira é a aceitação, pela própria academia, desses conhecimentos. Estamos aqui dialogando, lutando para isso e abrindo caminhos. Precisamos manter essa ligação entre o nosso conhecimento tradicional e a academia. Sem isso, acredito que nosso conhecimento não terá a valorização da sociedade acadêmica”, descreveu.

Veja vídeo:

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