Educação

Pesquisa diz que vídeo curto é pior do que texto para aprender

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Ação prejudica o aprendizado e o raciocínio de estudantes  |   Bnews - Divulgação reprodução - freepik

Publicado em 30/06/2025, às 19h09   Gabriel Santana



Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia da Educação da Universidade Técnica de Braunschweig, Alemanha, mostrou que os vídeos curtos verticais como os que aparecem em redes sociais famosas como TikTok e Instagram são ineficazes para o aprendizado quando comparados a leitura de um texto em tempo igual.

Além disso, o estudo comprovou que ver vídeos curtos está ligado a uma tendência de compreender informações de forma mais rasa e superficial. Uma das funções dessa análise foi avaliar se as universidades devem usar os vídeos curtos como uma forma de complementar o aprendizado, propondo o engajamento e a motivação dos estudantes.

Como as pesquisas foram feitas?

O estudo criou dois modos de avaliação:

1º- uma sequência de três minutos de vídeos curtos diferentes, tirados do TikTok, de forma a pensar como se fosse um feed normal de redes sociais com o ato de deslizar para passar as postagens.

2º- transcreveram o mesmo conteúdo do vídeo para um texto de 256 palavras que desaparecia da tela em 90 segundos (1min e 30seg).

A pesquisa contou com um universo de 123 voluntários e separou em quatro grupos com atividades diferentes:

  • 1º grupo: assistiu aos vídeos das mídias sociais e aos dois vídeos educativos
  • 2° grupo: assistiu a vídeos variados e leu o texto educativo
  • 3º grupo: apenas assistiu aos vídeos educativos
  • 4° grupo: apenas leu o texto educativo

Após essa etapa, todos os participantes dos quatro grupos responderam perguntas sobre os dois temas educativos e classificaram as suas impressões por um questionamento que media a sua capacidade de desenvolver raciocínios superficiais e sua disposição para trocar uma bonificação imediata por uma conquista acadêmica mais distante.

E os resultados desse estudo?

A conclusão mais importante que esse estudo chegou foi que as pessoas que tinham assistido aos vídeos educativos tiveram uma pontuação muito menor na assimilação do conteúdo em comparação aos que tinham lido os textos educativos.

Após os resultados, a conclusão foi que era melhor não utilizar tanto os vídeos curtos em comparação aos textos porque pode ocasionar uma forma de raciocinar de um modo diferente ao aprendizado do que é proposto pelas instituições de ensino superior.

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