Educação
Publicado em 25/05/2026, às 13h02 Tiago Di Araújo e Yuri Pastori
Começou nesta segunda-feira (25), em Praia do Forte, no litoral baiano, a edição 2026 do Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos (SBRC), considerado o principal evento científico do país nas áreas de redes de computadores e sistemas distribuídos. O encontro segue até o dia 29 de maio e reúne pesquisadores, estudantes, especialistas e profissionais de tecnologia de diversas regiões do Brasil e do exterior.

Promovido pela Sociedade Brasileira de Computação e pelo Laboratório de Redes de Computadores, o simpósio acumula mais de quatro décadas de história e se consolidou como um dos principais espaços de discussão sobre tecnologia, inovação e conectividade no país.
As atividades desta primeira etapa foram realizadas na Escola Municipal Professora Angelina Rodrigues do Nascimento, localizada ao lado do Praia do Forte Convention Center.
Durante a abertura, a professora Marília Curado, da Universidade de Coimbra, falou sobre os desafios de transformar pesquisas acadêmicas em soluções aplicadas à vida real. Segundo ela, o trabalho desenvolvido em parceria entre universidade, indústria e centros de pesquisa permite criar tecnologias capazes de impactar diretamente o cotidiano da população.

Marília destacou exemplos ligados ao monitoramento de redes de distribuição de água, utilizando fibra óptica para identificar vazamentos e reduzir desperdícios. A pesquisadora também comentou sobre os avanços esperados com a tecnologia 6G.
“Tudo o que tenha a ver com realidade virtual, telemedicina, cirurgia à distância, veículos autónomos e transferência de grandes quantidades de dados vai exigir respostas muito mais rápidas. É isso que o 6G pretende resolver”, afirmou.
Outro destaque da programação foi a oficina promovida pelo projeto Meninas Digitais, iniciativa vinculada à SBC que busca ampliar a participação feminina na área de computação. A diretora regional do programa na Bahia, Juliana Santos, explicou que a atividade utilizou elementos da cultura local para ensinar conceitos de redes e segurança digital aos estudantes.

Segundo ela, um dos maiores desafios ainda é garantir oportunidades de acesso para jovens da periferia entrarem no universo tecnológico. “Quando esses estudantes têm contato com a tecnologia, muitos acabam despertando interesse pela área e até ingressando depois na universidade”, destacou.
A programação também contou com oficinas práticas voltadas para crianças. A estudante da Universidade Federal da Bahia, Ana Lívia Santos, apresentou uma atividade de robótica usando frutas para simular um piano eletrônico.

A dinâmica utilizou placas Arduino e conceitos básicos de eletrônica para mostrar, de forma lúdica, como objetos do cotidiano podem interagir com sistemas tecnológicos. “Cada fruta reproduz um som diferente quando é tocada. É uma maneira simples e divertida de aproximar as crianças da programação e da eletrônica”, explicou.
Já o professor Leandro Andrade conduziu uma oficina sobre segurança na internet e pensamento computacional. A atividade ensinou aos alunos cuidados básicos no ambiente digital, incluindo compartilhamento de informações pessoais, exposição em redes sociais e golpes virtuais.

O estudante João Luís, que atuou como monitor da oficina, destacou a importância de conscientizar os jovens sobre riscos digitais desde cedo. “Falamos sobre mensagens suspeitas, perfis falsos e o cuidado com fotos e informações pessoais. É um tema muito importante para essa geração”, afirmou.
Além das atividades educacionais e científicas, o SBRC 2026 também promove integração entre universidades, pesquisadores e estudantes, reforçando o papel da tecnologia como ferramenta de inclusão, desenvolvimento e transformação social.
Classificação Indicativa: Livre
Samsung top
Lançamento com desconto
Congresso Internacional
cinema em casa
som poderoso