Política
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota nesta quinta-feira (16) em que lamenta a decisão dos Estados Unidos de impor uma nova sobretaxa sobre produtos brasileiros e atribui parte do desgaste nas relações bilaterais à condução adotada pelo governo do presidente Lula (PT). Para a entidade, a estratégia diplomática adotada por Brasília contribuiu para o agravamento do cenário.
No comunicado, a Fiesp afirma que "a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral". A entidade também sustenta que a retaliação comercial "poderia ter sido evitada com uma condução técnica e pragmática", postura que diz ter defendido durante audiências públicas realizadas nos Estados Unidos e em outras iniciativas ao longo do último ano.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, alertou para os impactos da medida sobre a indústria nacional. "O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo 'pedágio' imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios", afirmou.
A entidade destacou ainda que a tarifa adicional reduz a competitividade dos produtos brasileiros diante de concorrentes internacionais e reafirmou que continuará atuando junto a parceiros norte-americanos em busca da revisão da medida. Segundo a Fiesp, o objetivo é ampliar a lista de isenções e reduzir os impactos da nova barreira comercial sobre as exportações brasileiras.
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