Política

Fiesp critica negociação do governo com os EUA: "opção por ruídos diplomáticos desnecessários"

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Em nota divulgada nesta quarta-feira (16), a Fiesp considerou que o governo Lula adotou tom inadequado em negociações  |   Bnews - Divulgação Everton Amaro/Fiesp/Divulgação/Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 16/07/2026, às 21h50



A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota nesta quinta-feira (16) em que lamenta a decisão dos Estados Unidos de impor uma nova sobretaxa sobre produtos brasileiros e atribui parte do desgaste nas relações bilaterais à condução adotada pelo governo do presidente Lula (PT). Para a entidade, a estratégia diplomática adotada por Brasília contribuiu para o agravamento do cenário.

No comunicado, a Fiesp afirma que "a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral". A entidade também sustenta que a retaliação comercial "poderia ter sido evitada com uma condução técnica e pragmática", postura que diz ter defendido durante audiências públicas realizadas nos Estados Unidos e em outras iniciativas ao longo do último ano.

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O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, alertou para os impactos da medida sobre a indústria nacional. "O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo 'pedágio' imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios", afirmou.

A entidade destacou ainda que a tarifa adicional reduz a competitividade dos produtos brasileiros diante de concorrentes internacionais e reafirmou que continuará atuando junto a parceiros norte-americanos em busca da revisão da medida. Segundo a Fiesp, o objetivo é ampliar a lista de isenções e reduzir os impactos da nova barreira comercial sobre as exportações brasileiras.

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