Educação

Vai ter CNU em 2026? Ministra quebra silêncio sobre próximos concursos

Tomaz Silva/Agência Brasil
Ministra Esther Dweck diz que foco agora é convocar aprovados e que concursos serão limitados este ano  |   Bnews - Divulgação Tomaz Silva/Agência Brasil
Redação BNews com informações de Yuri Pastori

por Redação BNews com informações de Yuri Pastori

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Publicado em 27/03/2026, às 10h41 - Atualizado às 10h45



A ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck, afirmou que o governo federal não deve realizar uma nova edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) em 2026. Segundo ela, o foco neste momento está na convocação dos aprovados e no aproveitamento de excedentes.

“Este ano não. A gente está chamando o ‘CNU 2’ e começando as convocações, inclusive de excedentes”, explicou.

As declarações ocorreram durante o Encontro de Prefeitos da Bahia, realizado no Centro de Convenções de Salvador, evento que reuniu gestores municipais para discutir investimentos e políticas públicas. Na ocasião, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, participou da assinatura de acordos voltados à ampliação da emissão da nova carteira de identidade e à modernização da gestão pública.

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A ministra indicou que novas autorizações de concursos devem ser pontuais ao longo do ano. A estratégia, de acordo com ela, é estruturar a próxima edição do CNU para o futuro, já como uma política pública consolidada.

“O que a gente está fazendo é deixar tudo montado para o próximo mandato”, disse.

O modelo unificado, organizado com apoio da ENAP, é tratado pelo governo como uma mudança estrutural no acesso ao serviço público. A proposta central é ampliar diversidade e inclusão nos quadros federais.

Dados apresentados pela ministra indicam avanço nesse aspecto. A última edição alcançou cerca de 40% de cotas para grupos como pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, além de quase metade das vagas ocupadas por mulheres.

Outro ponto destacado foi a abrangência territorial. Candidatos de todos os estados participaram do processo, com presença de mais de 500 municípios, incluindo forte adesão da região Nordeste.

Segundo Dweck, a intenção é manter o modelo como política permanente, mas a realização de novas edições dependerá da decisão do próximo governo.

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