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Bruno Reis critica composição das comissões na Câmara de Vereadores: “Uma verdadeira piada”

Dinaldo Silva/BNews

Prefeito classificou como um desrespeito a ausência de vereadores do UB e PP das comissões

Publicado em 13/05/2022, às 12h03    Dinaldo Silva/BNews    Daniela Pereira

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB) não poupou críticas sobre a ausência de vereadores do União Brasil e do PP na composição das comissões na Câmara de Salvador, após a reeleição surpresa de Geraldo Júnior (MDB). “O que tenho visto é um desrespeito à Câmara Municipal. Uma verdadeira piada. É inadmissível que o União Brasil, que é o maior partido da Câmara, e o PP, que é o segundo maior, cada um com seis vereadores, não estejam na Comissão de Constituição e Justiça e nem na Comissão de Orçamento. E ainda vem dizer que está respeitando o princípio da proporcionalidade? É querer enganar a população”, disse referindo-se a Geraldo Junior e seus aliados.

Bruno ainda disse que é inadmissível que as principais Comissões da Casa sejam ocupadas por indicações da Mesa Diretora. “Quem é o presidente da CCJ na Câmara Federal? Deputado Arthur Maia do União Brasil, que é o maior partido. É assim em qualquer parlamento. Ocupar por indicação da Mesa as principais Comissões tendo menos de um terço dos vereadores na base da oposição e a base do governo ficar com as outras Comissões de menor relevância é achar o que? Que vai enganar a cidade, que vai enganar as pessoas? Isso é inadmissível. Um desrespeito ao regimento, a Lei Orgânica do município e a Constituição brasileira”, disparou.

Logo após a definição das Comissões, o União Brasil, partido do pré-candidato ao Governo do Estado, ACM Neto, entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar reeleição de Geraldo Júnior na Câmara. Dias depois vereadores governistas foram ao Ministério Público (MP) para pedir anulação da sessão que reelegeu Geraldo Júnior.

Em resposta a ação, a AGU enviou manifestação ao STF afirmando que a reeleição de Geraldo fere a constitucionalidade das legislações aplicadas pelo STF em casos semelhantes. “Isso está dentro do rito de apreciação da ADPF. O que a gente espera é que a Justiça prevaleça. Esse é um caso que cabe a Justiça decidir”, pontuou o prefeito.

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