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Ciro Gomes 'muda' discurso sobre Lula e Bolsonaro; entenda

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Ciro Gomes avaliou semelhanças e diferenças entre Lula e Bolsonaro  |   Bnews - Divulgação Foto: Dinaldo Silva / BNews

Publicado em 14/09/2022, às 09h17   Vinícius Dias



Ex-ministro e candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT) 'mudou' o discurso em relação às semelhanças e diferenças do presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante sua campanha, Ciro faz esforço para associar os dois como semelhantes ou, pelo menos, um como produto dos erros do outro.

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Durante entrevista que deu à rádio Metrópole na manhã desta quarta-feira (14), no entanto, Ciro foi um pouco mais brando e disse que a dupla é formada por pessoas completamente diferentes. Mas não deixou de atacar Lula, de quem foi Ministro durante o primeiro governo, entre 2003 e 2006.

"Qualquer imbecil sabe que Lula e Bolsonaro são pessoas completamente diferentes. O que está por trás dos dois é que rigorosamente têm o mesmo modelo econômico e político, que herdaram de Fernando Henrique Cardoso. Neoliberalismo e políticas sociais compensatórias. A corrupção é um elemento central do modelo de organização da política do Brasil", afirmou Ciro.

Ele complementou: "Qual é o discurso que elegeu Bolsonaro? Foi a denúncia da corrupção do PT, ele só tinha um discurso. Moralizar o Brasil. O partido do Bolsonaro é o PL, presidido por Waldemar da Costa Neto, preso e condenado pelo escândalo do Mensalão, Lula deu o Dnit pra ele roubar. Waldemar era parceiro sócio do Lula e agora tá com Bolsonaro".

Ciro Gomes citou outros exemplos de atores políticos que já 'jogaram dos dois lados': "Lula entregou o Ministério da Integração Nacional, que eu ocupei, e uma vice-presidência da Caixa para um cidadão baiano chamado Geddel Vieira Lima. Passa um tempo, Geddel é preso e condenado porque foi pilhado com R$51 milhões de dinheiro naquelas malas de dinheiro num país em que 38 de cada 100 famílias com criança abaixo de 10 anos está passando fome. Eu vou brigar até a morte para livrar o Brasil dessa situação. Com quem Lula está hoje aqui na Bahia?".

O PT se aliou ao MDB, que é presidido no Estado pelo irmão de Geddel, Lúcio Vieira Lima. Geraldo Júnior (MDB) será o vice de Jerônimo Rodrigues (PT) na chapa que tenta se manter no governo da Bahia.

Ciro não especificou a diferença que há entre Lula e Bolsonaro, mas ressaltou que ambos defendem "o mesmo modelo econômico e o mesmo modelo de governança política". O pedetista salientou que não vai desistir da disputa presidencial.

"Pode chover canivete, e vou brigar até a morte para livrar o Brasil dessa situação, e o povo abençoado por Deus que decida na sua liberdade", afirmou.

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