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Wagner diz que Nilo trocar de lado seria 'se aventurar num lugar inóspito'

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Deputado federal Marcelo Nilo (PSB-BA) pode deixar a base governista para migrar para o grupo do ex-prefeito ACM Neto (DEM)

Publicado em 25/01/2022, às 06h00    Divulgação    Léo Sousa

Para o senador e pré-candidato a governador Jaques Wagner (PT), deixar a base governista e migrar para o grupo do ex-prefeito ACM Neto (DEM) seria para o deputado federal Marcelo Nilo (PSB) "uma aventura em um lugar inóspito".

A fala foi feita pelo ex-governador durante entrevista ao programa BNews Agora, na Piatã FM (104.3), na noite desta segunda-feira (24), após indagações dos jornalistas Victor Pinto e João Brandão.

"Eu sinceramente não entendo porque que ele vai para uma aventura num lugar inóspito a ele, porque lá ele será, sei lá, o último na fila", declarou Wagner, quando questionado sobre o assunto.

A possível mudança de lado do coordenador da bancada baiana na Câmara dos Deputados vem sendo ventilada na imprensa nas últimas semanas.

A movimentação poderia envolver um lugar ao sol para Nilo na chapa majoritária do grupo oposicionista.

Na última quarta-feira (20), apesar de ter veículos comprados com emendas provenientes do seu mandato, o deputado federal não compareceu a um cerimônia do governo do estado para entrega de tratores para municípios baianos, alimentando os rumores sobre a mudança de lado.

Não é de hoje que Marcelo Nilo manifesta insatisfação com o grupo político liderado pelo governador Rui Costa (PT). Jaques Wagner pondera, no entanto, que o pessebista "nunca foi maltratado" dentro da composição.

"Alías, ele vai entrar pra história como um deputado, não sei se haverá outro, que ficou dez anos na presidência da Assembleia [Legislativa da Bahia]. Pelos seus méritos? Claro. Mas seguramente pelo trabalho que um grupo de um governador, ou eu ou Rui, fizemos pra manter o grupo unido em torno de seu nome", fez questão de lembrar.

O pré-candidato petista ao governo estadual disse ainda que pretende procurar Nilo para conversar em breve.

"Vou dizer 'não faça isso, estou lhe falando como amigo'. Se ele quiser fazer, o máximo que eu vou poder dizer é desejar a ele boa sorte, apesar de não acreditar que ele vai ter boa sorte lá [...] Eu tenho o telefone dele, ele tem o meu e a gente vai conversar", pontuou Wagner.

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