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Wagner está reeleito

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Governador concede a primeira coletiva após liquidar a fatura

Publicado em 03/10/2010, às 23h00        Luiz Fernando Lima

Na Bahia, a única campanha que continua é a para presidência da República, mas isso é outro assunto. No âmbito regional, a chapa majoritária liderada pelo atual governador Jaques Wagner (PT) liquidou a fatura no primeiro turno mesmo. Com a apuração dos votos encaminhada, ou seja, sem que os adversários possam ultrapassar, foram iniciadas as comemorações no Palácio de Ondina.

Em sua primeira entrevista como governador reeleito, o petista ressaltou a vitória que ele considera como a de um projeto político encabeçado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nós fizemos uma aposta desde o primeiro dia campanha, e eu dizia que quem vence na política é a política e que esta não era uma guerra de administrações. Era uma guerra de projetos políticos administrativos. Agora é continuar o trabalho iniciado que deu certo" comemorou.

Questionado sobre as prioridades de seu novo governo, Wagner disse que não pretende inventar a roda, mas que vai aperfeiçoar setores que julga como estratégicos. “A prioridade é continuar trabalhando para atrair mais empresas para a Bahia, continuar gerando emprego porque considero que a melhor política social que um governante pode fazer é dar a cada pessoa aquilo que lhe da dignidade e cidadania isso é importantíssimo. Pra isso acontecer, eu tenho que ter transparência, precisamos aprofundar a democracia na relação com a sociedade”, afirmou.

Quando o assunto é Cesar Borges, candidato derrota à reeleição para o Senado, o governador revela que há sim um sentimento diferente. “Eu não nego que fiz um convite, que apostei numa tese que era aglutinar a maior parte das forças de apoio ao presidente Lula ao nosso projeto e ele achou que não era esse o caminho. Ficou provado que ele errou e nós acertamos, me sinto muito mais confortável em levar dois senadores com mais intimidade comigo, com Lula e com a Dilma, que são Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (PT)”, analisa.

Para encerrar a primeira coletiva, Wagner avalia a derrota dos Democratas como algo que representa a vitória de um novo projeto político. “Um projeto hegemônico novo, é uma hegemonia de pensamento, não a do governador, é a de um projeto. Eu sempre digo que a gente só vence na política unindo forças, respeitando adversários e os trabalhadores. É outra condição. A Bahia vive um momento diferente e isto é um fato”, concluiu.

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