Eleições

Em coletiva Wagner critica clima da campanha

Imagem Em coletiva Wagner critica clima da campanha
O governador reeleito falou com a imprensa após votar e antes de partir para Brasília  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 31/10/2010, às 13h04   Luizs Fernando Lima


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O governador reeleito Jaques Wagner (PT) concedeu coletiva após votar em Arembepe.  O governador parte com os senadores, Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB), para Brasília de onde acompanha a apuração dos votos e o resultado das eleições ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenciável petista Dilma Rousseff.

Wagner abriu a coletiva criticando a troca de agressões tanto pelos candidatos quanto por militantes dos dois partidos. “Nunca gostei de bater abaixo da linha da cintura, como se diz,não vou ficar acusando também. A verdade é que se compôs um quadro de acirramento com quesitos de intolerância que eu acho muito preocupantes. Seja das palavras, da bolinha de papel ou do saquinho de água. Eu sou contra isso. A democracia é a terra do contraditório, das diferenças e aprender a conviver com elas é fundamental para garantir o desenvolvimento da dela no país”, avaliou o governador reeleito.

Questionado sobre uma possível aproximação entre PSDB e PT, a que Dilma se referiu, Wagner analisou. “As siglas se movimentam nacionalmente de um jeito e regionalmente de outro. Já disse isso, pós-ditadura militar as duas novidades em termos de agremiações partidárias de mais robustez foram PT e o PSDB, mas acabaram que as duas, que até tem um ideário comum, em tese e lá no começo, foram se afastando.

Eu diria que o PSDB tem um projeto político mais conservador e nós (PT) tivemos a coragem de introduzir um projeto mais voltado para as pessoas, mais social, que fez este movimento, esta mobilidade social toda. Lá (PSDB) se introduziu a proposta cresce para depois dividir enquanto nós (PT) colocamos que só cresce se dividir. Ela dizer que quer uma aproximação, deve ser a do dialogo. Mas os campos de situação e oposição continuam após as eleições” disse.

Quando o assunto é a reaproximação com o PMDB na Bahia, o governador reeleito reafirmou o que havia defendido antes. “Agora nenhuma chance de recomposição com o PMDB, se trata de um resultado eleitoral, mas se eu for olhar para frente é lógico que eu não direi dessa água não beberei. Politicamente, neste momento, não há nenhum movimento de busca por recomposição com o PMDB” revelou.  

O petista ainda comentou sobre a situação do partido no pós-Lula.  De acordo com ele, o presidente não deve assumir nenhum cargo público nos próximos anos, mas com certeza vai trabalhar para que o governo de Dilma seja bem sucedido. Para além, Wagner acredita que Lula volta a se concentrar no desenvolvimento do partido e que isto certamente trará muitas coisas boas para o PT.

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