Quem é que não lembra da letra politizada e da coreografia animada de "Xibom bombom", hit de 1999? Foi a exemplo da música, "querendo se livrar de uma situação precária", que o grupo As Meninas chegou ao fim dez anos após o auge do sucesso, em 2009, por não render mais dinheiro suficiente para sustentar as oito integrantes, todas mulheres.
A banda teve algumas líderes, mas a que ficou marcada com o sucesso foi Carla Cristina, baiana de Salvador, que se dedica à carreira solo e aposta agora em uma nova profissão: apresentadora. Sua madrinha na televisão é ninguém menos que Marlene Mattos, que a trouxe para o Rio de Janeiro para comandar um programa de música no canal fechado "E+".
A cantora afirma que As Meninas não chegou ao fim por conta de brigas, como acontece com diversos grupos. "O que houve foi que elas começaram a mudar o foco do grupo, tocar funk e outros ritmos, que não era a praia da música baiana. Aí comecei a perder o interesse em ficar ali. Além disso, o grupo acabou por ser uma banda grande que não ganhava bem. O 'Xibom bombom' não deu dinheiro. Era claro que todas ali se dedicavam demais, davam um gás, mas tinham aquela insatisfação por não ter retorno. Eu saí antes, assim que acabou meu contrato. Eu o cumpri corretamente e depois disso elas continuaram mais um tempo. Hoje, duas meninas da banda ainda tocam comigo e me acompanham nos meus discos solo. Somos amigas", conta Carla ao Ego.
Sobre ser comanda por Marlene Mattos, Carla conta que era uma vontade antiga e que ela sempre brincava com a diretora que isso um dia iria acontecer. "Ela é minha amiga faz tempo. Eu falava que ela ainda iria me dirigir e a Marlene me respondia: 'vou trabalhar com você não baiana, você é muito arretada' (risos). Esse dia chegou. Tenho um pé no Rio de Janeiro. Eu quis vir. O povo tá com saudade de mim. Tenho muitos fãs no Rio e em São Paulo, e nessas cidades é que tudo acontece. Já que com a minha música solo estava difícil chegar, vim com a televisão e estou aqui com tudo."