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Advogado de MC Poze brada após prisão do cantor e promete medida enérgica

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O advogado Fernando Henrique Cardoso Neves deu a primeira declaração do caso ao acompanhar o cliente na delegacia  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 29/05/2025, às 09h43



Acusado de apologia ao crime e associação ao Comando Vermelho, MC Poze foi preso nesta quinta-feira (29), no Rio de Janeiro. O cantor foi detido dentro de casa, em um condomínio de luxo no bairro Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da capital fluminense, após operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Civil.

Mesmo sem demonstrar nenhuma resistência, o funkeiro foi algemado e conduzido para Cidade da Polícia para prestar depoimento, onde foi acompanhado pelo advogado Fernando Henrique Cardoso Neves. Em sua primeira declaração sobre o caso, o defensor do artista afirmou não entender o motivo da prisão.

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“Queremos entender o motivo dessa nova prisão. Essa é uma narrativa já antiga. Se ele não for liberado, vamos entrar com um habeas corpus”, declarou em breve entrevista à imprensa.

Por que MC Poze foi preso?

O cantor é acusado de fazer apologia ao crime e ter envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho (CV).

As investigações apontaram associação do artista ao grupo criminoso devido aos shows realizados exclusivamente em áreas dominadas pelo CV, com a presença ostensiva de traficantes armados com armas de grosso calibre, como fuzis. As apresentações, inclusive, seriam patrocinadas pelo grupo criminoso como forma de fortalecer o tráfico de drogas na região nos dias dos eventos.

"O show, no qual o cantor entoou diversas músicas enaltecendo a facção criminosa, ocorreu poucas horas antes da morte do policial civil José Antônio Lourenço, integrante da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), em uma operação policial na comunidade", informa a polícia.

Recentemente, viralizou nas redes sociais um vídeo do cantor se apresentando em um baile funk na comunidade da Cidade de Deus, na zona oeste do Rio de Janeiro, dias antes de uma grande operação policial no local. Nas imagens, enquanto MC Poze está no palco, supostos traficantes da CDD exibem fuzis e armamento de grosso calibre.

Além disso, conforme a polícia, o cantor faz "clara apologia ao tráfico de drogas, ao uso ilegal de armas de fogo e incita confrontos armados entre facções rivais" em suas músicas. "A Polícia Civil reforça que as letras extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão e artística, configurando crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas". 

Classificação Indicativa: Livre

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