Alexandre Pires segue em uma batalha judicial contra a produtora Opus, que continua a administrar a carreira do artista, mesmo após ele solicitar o fim do contrato. A Justiça determinou o bloqueio dos cachês futuros do cantor, impedindo que ele trabalhe sem a empresa.
O ex-vocalista da banda Só Pra Contrariar escolheu rescindir o contrato após a prisão do empresário Matheus Possebim, que foi detido em uma operação da Polícia Federal contra o garimpo ilegal de terras indígenas. Em 2024, o cantor notificou a produtora sobre a sua saída. No entanto, a Opus entrou na Justiça informando que ainda tinha que receber R$ 6 milhões referentes a shows pagos antecipadamente a Alexandre.
A defesa de Pires relatou que não sabia que a empresa vendeu, de forma antecipada, os lucros de 410 shows para um fundo de investimento. Neste cenário, a juíza Silvia Tedesco, da 1ª Vara Cível de Porto Alegre, negou a possibilidade de rescisão unilateral e indeferiu o pedido de liminar da produtora.
"O contrato, como se vê, prevê a possibilidade de rescisão contratual unilateral. Diante desse contexto, não há como obrigar o réu a manter a contratação de forma contrária à sua vontade (conforme expressamente manifestada, inclusive nos autos da presente demanda)", escreveu a magistrada nos documentos do processo, aos quais o portal UOL teve acesso.