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Após ser detonado por debochar da morte de Juliana Marins, músico se manifesta

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Após a repercussão negativa, músico tentou se justificar, elogiando ações de apoio à família da vítima  |   Bnews - Divulgação Reprodução Instagram
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 30/06/2025, às 11h50



O vocalista da banda Raimundos, Digão, causou revolta nas redes sociais neste domingo (29) após fazer uma postagem considerada insensível e debochada sobre a morte de Juliana Marins, jovem brasileira de 26 anos que sofreu um acidente fatal durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. 

Em seu perfil no Instagram, o cantor compartilhou a imagem de uma mochila usada por Juliana, que continha o adesivo “Ele não” — referência à campanha contra o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018. Ao lado da imagem, Digão escreveu: 

“Quando o mundo dá a volta, não adianta chorar e fingir surpresa… #ELESIM mandou o foda-se pra vocês”, numa alusão ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

A publicação foi vista como um deboche à tragédia, o que levou a uma série de críticas. 

“O Digão dos Raimundos é um ser deplorável”, escreveu um internauta. “Bolsonarista Digão atacou Juliana Marins, vítima de um acidente fatal. Um verdadeiro canalha! Lixo humano!”, disparou outro. “Não há respeito sequer com a família que está num momento difícil. Digão deveria ganhar é um processo nas costas”, disse um terceiro usuário. 

Diante da repercussão negativa, Digão voltou aos stories e tentou se explicar, elogiando a atitude de Alexandre Pato e da Prefeitura de Niterói, que ajudaram a família da vítima com os trâmites internacionais: 

“Enquanto a esquerda tenta me cancelar pra passar pano de descaso desse desgoverno… Eu bato palmas pra Prefeitura de Niterói e para o jogador Pato, que estão ajudando a família da Juliana”, escreveu o cantor. 

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O que aconteceu com Juliana Marins 

Juliana fazia um mochilão pela Ásia e estava em uma trilha no vulcão Rinjani, em Lombok, na Indonésia, quando escorregou e caiu em uma vala de difícil acesso. Ela estava com um grupo de turistas e ficou desaparecida por quatro dias, até ser localizada por um drone com sensor térmico. A brasileira foi encontrada sem vida a cerca de 500 metros de onde havia caído. 

O corpo só foi resgatado no dia 25 de junho. A família confirmou a morte e agradeceu as manifestações de apoio: 

“Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu. Seguimos muito gratos por todas as orações, mensagens de carinho e apoio que temos recebido”, diz a nota publicada no perfil Resgate Juliana Marins, no Instagram. 

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