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Famosos de Hollywood saíram em defesa, nesta terça-feira (1), do ator americano Mark Ruffalo, que deu vida ao personagem Hulk nos filmes da Marvel, após envolvimento em uma polêmica com a Paramount. Ele chegou a ser acusado de praticar antissemitismo por um porta-voz da empresa.
O ator recebeu uma carta de apoio público com mais de 180 assinaturas de personalidades judaicas do entretenimento e de outros setores. Entre eles, consta na lista Joaquin Phoenix, ator que interpretou o Coringa (2019), de acordo com o acesso que a revista americana Variety teve à carta.
Mark Ruffalo se opôs publicamente à fusão da Paramount com a Warner Bros. Discovery no dia 21 de agosto. Ele questionou sobre os possíveis impactos do negócio para Hollywood e criticou os vínculos da família Ellison (ligada à Oracle, multinacional de tecnologia, e à empresa), com Israel.
O ator aproveitou para compartilhar um vídeo da executiva da Oracle, Safra Catz, no qual ela comenta sobre tecnologias usadas para auxiliar o exército israelense. A partir disso, ele desconfiou que a Oracle financiaria a junção das empresas.
Logo depois, um porta-voz da Paramount respondeu e acusou Ruffalo de invocar “estereótipos antissemitas” em meio ao debate. Organizações e profissionais do setor também reagiram negativamente às declarações.
Além deles, produtores como Haim Saban, Teddy Schwarzman e Lawrence Bender resolveram se manifestar. Eles afirmaram que é inadequado relacionar a situação com judeus, antissionismo e antissemitismo.
Ruffalo rebateu e chamou a crítica de “terrível e fundamentalmente desonesta”. Para ele, criticar o governo israelense, contratos de tecnologia militar ou executivos envolvidos não significa atacar o povo judeu.
A carta publicada defende o ator e declara que as acusações são uma "arma falsa e perigosa" para silenciar críticas.
“A fusão proposta entre a Paramount e a Warner Brothers Discovery não é uma mera combinação de duas grandes empresas multinacionais. [...] Sim, ela sufocará a competição e a criatividade na produção e distribuição de filmes e programas de televisão. Mas tudo isso e muito mais será feito como parte de um projeto maior de dominação tecnológica, um projeto que Larry Ellison (Oracle) e seus parceiros nunca hesitaram em alardear — e que eles próprios vincularam explicitamente ao seu apoio às depredações contínuas infligidas ao povo palestino e ao silenciamento dos críticos desses horrores.
Apontar as conexões cruciais entre o que está acontecendo em Gaza e o que está acontecendo em Hollywood é exatamente o oposto do antissemitismo. É, para nós, a própria essência do dever ético judaico.”
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