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Atriz baiana fala da volta às novelas da Globo após seis anos: 'Estava com saudade'

Reprodução TV Globo
Após seis anos, atriz volta à TV em A nobreza do amor, trama que une histórias do Nordeste e da África.  |   Bnews - Divulgação Reprodução TV Globo
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 29/12/2025, às 10h51



Após cerca de seis anos longe das novelas, Emanuelle Araujo retorna às telinhas em A nobreza do amor, próxima trama das 18h da TV Globo, que mistura histórias do Nordeste e da África. As informações são do portal O Globo. 

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"Eu adoro fazer novela. Confesso que já senti falta desse ritmo diário da novela, que é um exercício muito legal para o ator. Estava com saudade dessa troca com o público, de fazer obra aberta, que é a grande paixão nacional e faz parte da minha história. Tenho novelas muito importantes na minha trajetória", afirma a atriz, que participou de produções como A favorita, Cordel encantado e Gabriela. 

Durante o período fora da TV, a baiana se dedicou ao cinema nacional, com participações em Juntos e enrolados, Meu sangue ferve por você e Traição entre amigas. Na nova novela, ela será mãe da vilã interpretada por Theresa Fonseca e esposa do personagem de Danton Mello: 

"É uma novela que fala de África, que fala de Nordeste, ou seja, fala da essência do nosso Brasil. Estarei com parceiros de outros trabalhos que amo e admiro muito como Duca Rachid, Elisio Lopes Jr e Júlio Fischer, os autores, e Gustavo Fernández, o diretor. A minha personagem é uma mulher nordestina assim como eu, o que me dá muito orgulho. O Danton já é meu parceiro de outro trabalho, estamos felizes em fazer uma dupla de novo. A Theresa é uma atriz linda, não nos conhecíamos, mas tenho visto os trabalhos dela e estou encantada." 

Em 2026, a atriz estreia outro longa, Encontrada, continuação de Perdida, no Disney+: 

"A Cassandra tem bem esse arquétipo da vilã de fábula, mas ao mesmo tempo, sendo uma antagonista, ela é uma mulher que tem um feminino muito interessante. Não temos o costume de falar do feminino dessas vilãs. Sempre achei as vilãs das fábulas interessantes e sempre tive curiosidade sobre elas." 

Em julho, Emanuelle completa 50 anos e celebra a data com entusiasmo: 

"É lindo ter vivido 50 anos. E eu já vivi muita coisa mesmo. Quando eu paro para pensar... Até por ter trabalhado desde muito cedo, por ter sido mãe cedo. São 50 anos bem vividos mesmo, tenho bastante história para contar e também tenho muita história para construir. Acho uma idade linda para uma mulher. Eu estou muito feliz de fazer 50 anos e ver minha filha completando 32. Ela é psicanalista e agora doutoranda. Me sinto feliz e quero comemorar do jeito que eu mais gosto: eu sou uma pessoa dos encontros, de comungar o amor, o trabalho, os amigos e a família. A melhor forma que eu celebro a minha vida é trabalhando nas minhas personagens, na minha música." 

Mãe da psicanalista e doutoranda Bruna Bulhões, fruto do casamento com o economista Sérgio Bulhões, Emanuelle lembra a experiência de ser mãe aos 17 anos: 

"Não sei nem o que é não ser mãe, porque, desde que me entendo por gente, eu sou mãe. A maternidade para mim é algo intrínseco na minha história. Quando eu estava me tornando mulher, eu fui mãe. Então, ser mulher e mãe para mim são duas coisas muito juntas. Durante muitos anos, por ter sido mãe jovem, ser mãe sempre foi a minha maior meta, para que minha filha tivesse uma boa estrutura, para que ela crescesse, tivesse o caminho dela e se tornasse também um indivíduo, e não apenas filha. Depois que a minha filha se tornou mulher e buscou a individualidade dela, eu também observei mais o meu indivíduo. Eu e Bruna estamos num momento bonito, temos uma troca bonita desde o início, somos unidas. Eu sou bem espalhafatosa, mas tenho uma filha reservada. Nós conseguimos nos olhar como mãe e filha e também como duas mulheres com suas diferenças e com suas grandes identificações." 

Sobre a possibilidade de ser avó, ela comenta: 

"Se eu pudesse, gostaria de tudo. Mas ser avó não depende só de mim, né? Depende da minha filha, então prefiro não botar essa expectativa nela, não. Acho que ela tem todo o direito de escolher o que ela quiser. Foi assim que eu a criei, para que ela tivesse o caminho e as escolhas íntimas dela. Ser mãe é algo muito precioso, poderoso, porém uma escolha muito única. Eu respeito todas as escolhas da minha filha. Temos uma relação amorosa e harmoniosa na nossa família sempre." 

Classificação Indicativa: Livre

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