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BRUTAL! Famosa apresentadora de TV é condenada à pena de enforcamento após envolvimento com tráfico de drogas

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Apresentadora de TV é condenada à morte junto a outros envolvidos em esquema de fabricação e comercialização de drogas sintéticas.  |   Bnews - Divulgação 123RF Logo
Alan Robert

por Alan Robert

Publicado em 06/09/2026, às 08h57



A apresentadora de televisão egípcia Sarah Khalifa, de 39 anos, foi condenada à morte por enforcamento por envolvimento em um esquema de fabricação e tráfico de drogas no Egito. A decisão foi tomada por um tribunal do Cairo e confirmada após consulta ao Grande Mufti do país, principal autoridade religiosa responsável por emitir pareceres sobre sentenças de morte.

Segundo o jornal estatal Al-Ahram, Sarah e outros envolvidos foram condenados por formação de quadrilha de crime organizado voltada à aquisição de materiais utilizados na fabricação de narcóticos, com o objetivo de comercializá-los. O processo também envolve acusações relacionadas à posse e ao porte ilegal de armas e munições.

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Durante as investigações, as autoridades apreenderam mais de 750 quilos de narcóticos e matérias-primas utilizadas na produção das substâncias. Os materiais foram encontrados em dois apartamentos que, segundo a imprensa local, eram utilizados como laboratórios para a fabricação das drogas sintéticas.

De acordo com o jornal Akhbar el-Yom, os integrantes do grupo não apenas produziam os entorpecentes, mas também importavam do exterior os materiais necessários para a fabricação. A decisão judicial teria levado em consideração 20 depoimentos de testemunhas, além de provas eletrônicas, incluindo conversas gravadas e vídeos.

Sarah Khalifa
Foto: Reprodução/Redes sociais

Sarah Khalifa é conhecida no Egito por apresentar o programa policial Missão Impossível, dedicado a casos de segurança e criminalidade. Além da carreira na televisão, ela é proprietária de uma clínica de cirurgia estética e de uma empresa voltada à produção de festas e eventos.

O veredito foi submetido ao Grande Mufti do Egito, Nazir Mohammed Ayyad, que concordou com a aplicação da pena de morte neste sábado (5), cerca de um mês após a sentença inicial. A consulta ao religioso faz parte do procedimento adotado pelo país em casos que envolvem a pena capital.

Sarah, no entanto, nega todas as acusações. Durante um depoimento ao tribunal, em setembro de 2025, ela afirmou que nunca havia visto drogas antes de ser fotografada com os entorpecentes dentro das instalações das autoridades antidrogas. O advogado da apresentadora já anunciou que pretende recorrer da condenação.

Além do processo relacionado às drogas, Sarah e outros envolvidos também foram condenados a cinco anos de prisão em um caso separado, relacionado ao sequestro e à agressão de um jovem, segundo a AFP.

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O Egito prevê a pena de morte para crimes como homicídio premeditado, terrorismo, estupro e tráfico de drogas. Em 2025, 541 sentenças de morte foram emitidas no país, segundo a Comissão Egípcia de Direitos e Liberdades.

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