Entretenimento
Luciano Huck surpreendeu os telespectadores e convidados do Domingão, neste domingo (2), ao fazer um longo desabafo sobre a megaoperação policial da última terça-feira (28), no Rio de Janeiro. O apresentador lamentou as mais de 120 mortes ocorridas na ação nos complexos da Penha e do Alemão, incluindo as de policiais civis e militares.
"É uma tristeza ver o mesmo modelo de segurança pública se repetir há décadas sem nenhum resultado. Quantas vezes eu já não parei um programa de televisão aqui na TV Globo para falar desse assunto? 120 mortos numa operação policial no complexo do Alemão e da Penha. Por trás desse número, tem 120 mães que enterraram seus filhos".
Em tom bastante incisivo, Huck elencou "soluções" para combater o crime organizado. "É preciso combater o narcotráfico com força total. É preciso coordenar ações entre todos os níveis de poder: municipal, estadual e federal. É preciso sufocar a parte financeira das organizações criminosas, das milícias, do tráfico e por aí vai. É preciso valorizar a polícia e o policial, mas é preciso mais do que isso."
"É preciso gerar oportunidade, dar perspectiva para quem nasce nesse recorte da cidade do Rio de Janeiro. Oferecer boas referências, abrir caminhos, mostrar que existem outros futuros possíveis. Porque quando o Estado se ausenta, outro poder ocupa esse lugar. E é justamente isso que precisa mudar. É preciso reconstruir o sentido de pertencimento. Fazer com que as crianças se sintam parte de algo maior, de um Rio de Janeiro maior, de um Brasil maior, onde o crime não esteja no horizonte", continou.
O apresentador ainda deu exemplos das cidades de Medelín, na Colômbia, e Nova York, nos Estados Unidos, que já ocuparam a posição de mais violenta do mundo. Eu discordei e mostrei pra eles que é possível, sim, em muitos lugares do mundo, com realidades muito parecidas, isso já aconteceu. Colômbia, aqui do lado, Medellín deixou de ter o título da cidade mais violenta do mundo nos anos 90. Na década de 80, Nova York tinha esse mesmo título. Hoje é uma cidade mais segura do mundo e mais visitada no planeta."
Por fim, ele lamentou também as mortes dos quatro policiais que ocorreram na operação. "Então, encerro dizendo olho no olho com as famílias dos policiais mortos. Eu nunca escondi a minha posição pública de apoio à boa polícia, aquela formada por profissionais bem treinados, respeitados pela corporação e pela população. Eu acredito na polícia pelos seus melhores exemplos e não pelas suas exceções. Os quatro policiais mortos em combate saíram de casa para trabalhar e não voltaram. Também é a parte devastadora dessa história."
o luciano huck se posicionar contra a megaoperação do rio de janeiro foi algo que me surpreendeu pic.twitter.com/DCuOkUhiiC
— luscas (@luscas) November 3, 2025
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