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Caso de importunação sexual de Tirullipa tem decisão surpreendente da Justiça

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Tirullipa foi acusado de praticar o crime de importunação sexual, contra diferentes vítimas, na Farofa da Gkay em 2022.  |   Bnews - Divulgação Reprodução Instagram
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 09/10/2025, às 11h13



O humorista Tirullipa foi absolvido das acusações de importunação sexual envolvendo diferentes mulheres durante a Farofa da Gkay, em 2022. A decisão é de 16 de setembro e foi proferida pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza. As informações são da colunista Fabia Oliveira. 

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Na sentença, o juiz considerou que as condutas do artista ocorreram em um contexto artístico e humorístico, sem a intenção específica exigida pelo crime de satisfazer o próprio desejo sexual. Segundo o magistrado, as posturas de Tirullipa foram “não-criminosas” e enquadram-se no exercício do direito constitucional de liberdade artística. 

O juiz destacou que o episódio aconteceu em ambiente público e festivo, com participação voluntária das vítimas, sem sinais de constrangimento, e com fins humorísticos. Além disso, a reação do público presente foi considerada adequada e o evento divulgado nas redes sociais e na mídia. 

“Após análise do processo, o juiz entendeu que o comediante não exerceu qualquer conduta criminosa e punível. Ausente, então, a condição essencial à existência de uma ação criminal.” 

Relembre o caso 

O Ministério Público do Estado do Ceará havia denunciado Tirullipa em fevereiro deste ano, acusando-o de praticar atos libidinosos forçados contra três mulheres: Vitória Lopes, Nicole Louise e Natacha Rocha. As ações teriam ocorrido durante brincadeiras no evento, quando o humorista puxou a parte superior dos biquínis das vítimas. 

Segundo o processo, as mulheres só teriam percebido a intenção do humorista ao assistirem aos vídeos do evento. Em depoimento à polícia, Tirullipa negou qualquer prática criminosa e afirmou que a retirada das peças de roupa fazia parte da dinâmica do evento. No dia da Farofa, a produção solicitou que ele deixasse o local da festa. 

A denúncia do Ministério Público apontava ainda que o artista teria agido com objetivo de tocar e expor os corpos das mulheres para satisfação própria ou de terceiros, e que os atos poderiam ter se estendido a outras participantes do evento. 

Com a decisão da Justiça, Tirullipa é considerado inocente das acusações. 

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