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Mais de uma década após a morte de Chorão, novos relatos sobre os momentos finais do cantor voltaram a chamar atenção nas redes sociais. O delegado Luiz Augusto Romani, que acompanhou o caso na época, revelou detalhes da ocorrência e descreveu a situação encontrada no apartamento do artista.
O vocalista do Charlie Brown Jr. foi encontrado morto no dia 6 de março de 2013, aos 42 anos, dentro de seu apartamento no bairro de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo a investigação realizada na época, a causa da morte foi uma overdose.
Em entrevista ao Snider Cast, no YouTube, Romani contou que recebeu a notícia durante a madrugada e ficou surpreso ao saber que se tratava de Chorão.
"Um dia, estou no plantão, por volta das 4h da manhã, entrou um cara mais alto, outro mais forte, e eles falaram: 'O Chorão morreu'. Eu levantei e falei: 'O Chorão do Charlie Brown? Tá louco?'", relembrou o delegado.
Segundo ele, o apartamento do cantor ficava próximo à delegacia, o que fez com que a equipe chegasse rapidamente ao local.
"O apartamento dele era próximo, não dava um quilômetro da delegacia. Montei na viatura e fui pra lá. Achei ele caído na cozinha, aí foi aquele choque, né? Cresci ouvindo o Chorão", afirmou.
Durante a conversa, Romani também comentou sobre ferimentos encontrados no corpo do cantor. De acordo com o delegado, Chorão teria se machucado momentos antes da morte durante um episódio de descontrole.
"Ele estava machucado, porque ele machucou o dedo. Ele puxou o ar-condicionado e machucou o dedo. Ele estava com o dedão do pé pendurado, ele deu uma bica na parede. Ele mesmo se machucou, ele teve um surto, fez um buraco na parede", declarou.
O delegado afirmou ainda que o cenário encontrado no imóvel indicava uma situação de grande desorganização.
"Estava uma bagunça no apartamento. Chamei o Samu, que constatou realmente uma overdose. Dava pra ver até pelo cenário, você sabe que a cena fala", disse.
Morte de Chorão marcou uma geração
Alexandre Magno Abrão, conhecido como Chorão, era o líder do Charlie Brown Jr., uma das bandas mais populares do rock brasileiro. O cantor deixou uma trajetória marcada por sucessos como "Proibida Pra Mim", "Céu Azul" e "Só os Loucos Sabem".

Na época da morte, pessoas próximas relataram que o artista enfrentava um período delicado após o fim do casamento com Graziela Gonçalves, com quem ficou por cerca de 15 anos.
Em 2018, Graziela publicou o livro "Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz?", no qual relembrou a história de amor vivida ao lado do cantor. A obra ganhou uma nova edição especial em 2025, com conteúdos inéditos e projetos anunciados para audiobook e adaptação cinematográfica.
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