Entretenimento
por Alan Robert
Publicado em 05/10/2026, às 19h56
O compositor baiano Manno Góes fez um desabafo nas redes sociais após o primeiro turno das eleições e defendeu que a esquerda repense a maneira como conversa com parte do eleitorado. Ao comentar o desempenho de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, o músico afirmou que existem pessoas que não se identificam com o discurso tradicional do campo progressista e que isso precisa ser compreendido.
Segundo Mano, chamar essas pessoas de “fascistas” ou “burras” não resolve o problema e pode afastar ainda mais quem não conhece temas como ditadura e democracia. “Vamos tentar nos conectar com essas pessoas que ainda não viram isso”, afirmou.
O compositor mencionou programas sociais e a importância do SUS e defendeu que a esquerda “vista a sandália da humildade” para entender onde estaria errando no diálogo com a população. Para Mano, seria necessário recuperar a esperança e apresentar caminhos capazes de aproximar novamente esse eleitorado.
Vamos mudar o discurso. Tem algum lugar nessa pessoa que ela não compreendeu a gravidade do que está fazendo. Vamos tentar nos conectar com essas pessoas que ainda não viram isso”, declarou.
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Mano também criticou a ideia de que seria possível separar Flávio Bolsonaro do legado político da família. Para o compositor, parte do eleitorado não compreenderia as consequências de suas escolhas nas urnas. “Não existe um Bolsonaro limpinho”, afirmou.
Em outro trecho, Mano comentou que o Brasil não pode ser entregue ao diabo e direcionou uma frase bíblica aos eleitores evangélicos: 'Perdoe, Deus, eles não sabem o que estão fazendo'.
Ao comentar o resultado das urnas, Mano também afirmou que o cenário deveria servir como um momento de reflexão para o campo político do qual se identifica. Para ele, além de apresentar propostas, seria necessário compreender por que determinados grupos deixaram de se conectar com esse discurso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) vão a segundo turno, disputando a presidência do Brasil. Está será a segunda vez que o petista enfrenta um Bolsonaro nas urnas, desta vez, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, derrotado em 2022.
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