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Conheça trajetória de Arlindo Cruz, cantor e compositor que morreu aos 66 anos

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Arlindo Cruz compôs centenas de sambas que tiveram mais de 550 gravações  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Redes Sociais
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 08/08/2025, às 15h24 - Atualizado às 15h24



O cantor e compositor, Arlindo Cruz, conhecido no mundo da música por compor grandes sucessos ao lado de diversos parceiros, morreu nesta sexta-feira (8) no Rio de Janeiro, aos 66 anos. A informação foi confirmada pela esposa do músico, Babi Cruz

Nascido na capital fluminense e candomblecista fervoroso, Arlindo estudou teoria musical e violão clássico na escola Flor do Méier. Nessa época conheceu Candeia a quem considerou padrinho musical.

As primeiras gravações em estúdio foram com ajuda de Candeia. Entre elas, está o primeiro LP, "Roda de Samba", depois relançado em CD.

Após passar uma temporada em Minas Gerais, começou a frequentar a roda de samba do Cacique de Ramos onde tocou com Jorge Aragão, Beth Carvalho e Almir Guineto. Foi lá que virou parceiro de duas então revelações do samba: Zeca Pagodinho e Sombrinha.

Pouco tempo depois de passar a fazer parte da famosa roda de samba, teve 12 músicas gravadas por outros intérpretes. A primeira foi “Lição de Malandragem”. Na sequência, vieram “Grande Erro” (Beth Carvalho) e “Novo Amor” (Alcione).

No site oficial do artista, Arlindo possui mais de 550 músicas gravadas por vários artistas. Em sua carreira solo, Arlindo seguiu lançando CDs e DVDs. Em 2009, saiu o DVD “Arlindo Cruz MTV Ao Vivo”. Em 2011, lançou o CD “Batuques e Romances". Em 2012, gravou mais um CD e DVD ao vivo, “Batuques do Meu Lugar”. Neles, inclui músicas inéditas e participações de Alcione, Caetano Veloso e Zeca Pagodinho.

O sambista carioca foi vítima de um AVC em 2017 enquanto tomava banho e atualmente tem um quadro de saúde delicado que inspira cuidados por em virtude das sequelas causadas pelo derrame.

Em julho de 2025, o cantor parou de responder aos estímulos e não apresentava mais avanços, mesmo após seguintes cirurgias. Além disso, Arlindo também era portador de uma doença autoimune e precisava usar uma sonda alimentar.

Arlindo foi internado no dia 25 de março. No mês passado, chegou a receber alta, mas não retornou para casa porque os equipamentos de home care ainda não haviam sido entregues. Pouco tempo depois, apresentou uma leve piora, o que motivou sua permanência no hospital.

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