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A marca americana Nike anunciou uma nova rodada de demissões que deve atingir mais de 1,4 mil funcionários nos próximos meses, em mais um capítulo do processo de reestruturação conduzido pela gigante do setor esportivo. A medida ocorre após a empresa já ter cortado 775 postos de trabalho em janeiro deste ano.
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Segundo a companhia, os desligamentos fazem parte do plano estratégico batizado de “Win Now” (“vencer agora”), liderado pelo CEO Elliott Hill, e voltado para recuperar o desempenho da marca após quedas consecutivas nas vendas e aumento da pressão de concorrentes no mercado.
A Nike vai demitir cerca de 1.400 funcionários globalmente, com foco na área de tecnologia. Os cortes fazem parte do plano de reestruturação "Win Now", liderado pelo CEO Elliott Hill, que busca recuperar o desempenho da empresa após quedas consecutivas de vendas.
— denilson (@thenews_br) April 24, 2026
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De acordo com o vice-presidente e diretor de operações da empresa, Venkatesh Alagirisamy, a nova rodada de cortes deve afetar funcionários na América do Norte, Ásia e Europa, representando pouco menos de 2% da força de trabalho global da Nike.
A reestruturação busca, segundo a companhia, fortalecer a base operacional, tornar a marca mais competitiva e criar um modelo de crescimento lucrativo de longo prazo. Nos últimos anos, a empresa vem enfrentando desafios como perda de fôlego comercial, críticas relacionadas a preços e qualidade dos produtos e avanço de concorrentes como On Running e Hoka.
Além das demissões, o plano inclui medidas como aceleração da automação, modernização da tradicional linha Air, reorganização da produção da Converse e integração das cadeias de suprimentos.
O movimento acontece em meio a um momento delicado para a empresa, que também se viu recentemente envolvida em uma polêmica nos Estados Unidos. Às vésperas da Maratona de Boston, a marca foi criticada por um cartaz instalado na fachada de uma de suas lojas com a frase: “Corredores, bem-vindos. Caminhantes, tolerados”.
A mensagem gerou reação negativa nas redes sociais e foi considerada ofensiva por parte dos consumiores. Após a repercussão, a marca esportiva removeu o material e divulgou um pedido de desculpas.
Em comunicado, a empresa afirmou que deseja que “mais pessoas se sintam bem-vindas na corrida, independentemente do ritmo, da experiência ou da distância”, e disse que a campanha não atingiu o objetivo pretendido de incentivar os participantes da prova.
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