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Defesa de Oruam acusa delegado de abuso e pede devolução de joias apreendidas

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Advogado alega que bens levados da casa de Oruam não têm ligação com investigação  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 20/08/2025, às 10h22



A defesa de Oruam entrou com uma representação contra o delegado Moyses Santana, responsável pela operação que apreendeu diversos bens na casa do rapper, no Rio de Janeiro. 

Os advogados afirmam que os objetos — entre eles um anel, quatro pingentes, quatro próteses dentárias, 11 cordões e um relógio de ouro — não têm qualquer relação com o inquérito que apura um suposto disparo de arma de fogo durante um show em Igaratá (SP), em dezembro de 2024.

Segundo o advogado Siro Darlan, a ação configurou uma “pescaria probatória”, com o objetivo de buscar qualquer elemento sem foco definido. Ele pediu ao Ministério Público do Rio de Janeiro que investigue o delegado por abuso de autoridade.

“É uma guerra contra os comunicadores da periferia; fizeram a mesma coisa com o Poze”, disse o criminalista, lembrando que MC Poze também teve joias apreendidas em operação anterior e posteriormente devolvidas.

A representação ainda aponta que o laudo de apreensão não possui fotos nem descrição detalhada dos itens retirados da residência de Oruam, em Joá, zona oeste da capital. O advogado também contesta a transferência do caso da Delegacia de Crimes da Internet, em São Paulo, para a Delegacia de Entorpecentes do Rio.

Ele acusa ainda a polícia de ter recolhido celulares da mãe do artista, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, e até objetos de uma irmã dele, que é pessoa com deficiência. O documento pede punição ao delegado, incluindo multa, detenção ou até perda do cargo.

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