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A atriz Cássia Kis deve ser alvo de uma denúncia no Ministério Público de São Paulo após ser acusada de transfobia dentro de um shopping no Rio de Janeiro. A iniciativa é do ativista Agripino Magalhães Júnior, que também atua como suplente de deputado estadual por São Paulo. As informações são do portal Leo Dias.
O caso veio à tona depois que um vídeo começou a circular nas redes sociais, neste sábado (25). Nas imagens, gravadas dentro de um banheiro feminino do Barra Shopping, uma mulher trans acusa a atriz de tentar impedir sua permanência no local.
A gravação foi feita por Roberta Santana, funcionária do estabelecimento. Durante o registro, ela relata o ocorrido: “A atriz Cássia Kis está sendo transfóbica comigo. Está dizendo que eu não posso estar aqui. Eu tenho documento e, mesmo se não tivesse, eu sou uma mulher trans”.
Para Agripino, o episódio pode ultrapassar o campo da discussão e entrar na esfera criminal. Segundo ele, a atitude pode ser enquadrada como racismo, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, que equiparou atos de homofobia e transfobia a esse tipo de crime.
O ativista defende que situações como essa não podem ser ignoradas.
“Não é aceitável relativizar práticas que reforçam a LGBTQIAPN+fobia… O preconceito. Todo preconceito é violência. A Justiça precisa atuar para que nossas vidas não sejam tratadas como objeto de escárnio”, afirmou.
Histórico de polêmicas
Essa não é a primeira vez que a atriz se envolve em polêmicas relacionadas ao tema. Em 2022, ela virou alvo de um processo após declarações feitas em entrevista à jornalista Leda Nagle, quando disse que “homem com homem não dá filho, nem mulher com mulher”.
A ação foi movida pelo próprio Agripino e segue na Justiça na área cível. O processo corre sob sigilo, e a atriz pode ser condenada a pagar multa de até R$ 250 mil. Na época, a denúncia também teve participação da Antra (Articulação Nacional dos Transgêneros), entidade que defende os direitos de pessoas trans no Brasil” e do ator José de Abreu.
Já na esfera criminal, o caso acabou sendo arquivado em 2025.
Procurada pelo portal, Cássia Kis não respondeu até o fechamento da reportagem.
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