Entretenimento
por Bruna Rocha
Publicado em 28/05/2025, às 12h40
A Rock World, empresa responsável pela organização de festivais como Rock in Rio e The Town, foi adicionada à lista suja do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) por trabalho análogo à escravidão.
Em dezembro do ano passado, uma operação conjunta entre a Superintendência Regional do Trabalho no Rio de Janeiro (ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego) e procuradores do Ministério Público do Trabalho da 1ª Região localizou 14 pessoas em condições insalubres de trabalho. A inclusão na lista ocorre agora após a empresa ter exercido seu direito de defesa contra os autos de infração lavrados na esfera administrativa.
A lista foi criada em 2003, e pessoas jurídicas ou físicas incluídas no cadastro pelo governo permanecem no sistema por dois anos. Apesar disso, o ministério não realiza bloqueio comercial ou financeiro, mas o material é utilizado por bancos e empresas para gerenciamento de risco, tanto no Brasil quanto no exterior.
Em nota, a Rock World afirmou que “repudia as acusações de trabalho análogo à escravidão e qualquer forma de trabalho que desrespeite a dignidade do trabalhador e a legislação vigente”. A informação é do Brasil de Fato.
“A empresa ressalta que não existe, até o presente momento, qualquer fato desabonador de sua conduta que tenha sido comprovado após ser submetida ao devido processo legal. A Rock World reforça que as supostas irregularidades trabalhistas não foram praticadas pela empresa e que a própria fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego identificou que as irregularidades teriam sido realizadas pela empresa terceirizada FBC Backstage Eventos Ltda”, afirma.
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